John Anthony Gillis, também conhecido como Jack White, é um músico, cantor e produtor musical e vencedor de Grammy.
Jack é um dos guitarristas mais admirados do início do século 21, pois ajudou a restaurar a popularidade do punk-blues como o vocalista do White Stripes. Enquanto isso, ele ampliou seu alcance através da participação em uma série de outros projetos, incluindo o Raconteurs, o Dead Weather, a trilha sonora de Cold Mountain, o retorno das grande dama da música country norte-americana, Loretta Lynn ao circuito musical assinando a produção de seu disco o "Van Lear Rose".
O dono da voz anasalada dedicou constante prática na guitarra, e sua entrega à ela foi o principal pila de seu trabalho inicial no White Stripes. O grupo se ramificou conforme sua reputação cresceu, tomando como base um som inicialmente minimalista com elementos de metal, backwoods country, pop e rock & roll . White seguiu uma evolução semelhante em sua própria carreira, e pelo tempo que o White Stripes comemorou o décimo aniversário de seu álbum de estréia, o vocalista já havia trabalhado em dois álbuns com o Raconteurs, atuou em vários filmes como Cold Mountain, e Sobre Café e Cigarros, colaborou com o Electric Six, cantou em dueto com Alicia Keys, e para uma porção de outros artistas.
Nasceu em Detroit em 09 julho de 1975, caçula de dez irmãos, ele começou a tocar bateria em uma idade precoce buscando sempre inspiração no blues, mas sua fascinação mesmo era com a guitarra e desde a adolescência. Depois de lançar o seu negócio próprio com estofados em Detroit, White começou a se infiltrar na cena musical da cidade como o baterista do Goober & the Peas, uma banda local de cowpunk. Enquanto continuava a tocar bateria para outros grupos, ele cruzou com uma garçonete chamada Meg White, e os dois se casaram em 1996. Jack tomou o sobrenome de Meg, e os dois formaram a banda The White Stripes depois de uma jam session na comemoração de Bastille Day a dupla mostrou resultados promissores.
Com imagem da dupla relacionada às cores vermelha e branca e som cru, o White Stripes se tornou um componente chave do revival do rock de garagem dos anos 90. Além de sua música, os membros da banda despertaram o interesse do público com a pretensão de ser irmãos, uma declaração que parecia um pouco menos incestuosa quando Jack e Meg White se divorciaram em 2000. Apesar da separação, o White Stripes só cresceu em popularidade no decorrer da década, acabou ganhando três prêmios Grammy consecutivos e emissão de vários certificados de álbuns de platina.
Após o lançamento do Elephant, em 2003, Jack White fez uma pausa do grupo para produzir Loretta Lynn. Segundo a crítica, o álbum ajudou Lynn a conquistar uma nova geração de fãs, graças em parte à credibilidade de White como um artista de rock em ascensão. Ele então retornou para o White Stripes para o lançamento do 'Get Behind Me Satan', que viu expandir sua gama instrumental com piano e marimba (instrumento de percussão). Pouco tempo depois, ele lançou o Raconteurs, com o amigo Brendan Benson e dois membros do Greenhornes (que, aliás, serviu como suporte para músicos no disco 'Van Lear Rose'). The Raconteurs fizeram sua estréia em 2006, com 'Broken Boy Soldiers' e excursionou em apoio do álbum, enquanto publicamente White salientou que o seu trabalho na banda não devia ser visto como um projeto paralelo ou um desvio do White Stripes. Assim, ele começou a fazer malabarismos, conciliando responsabilidades para ambos os grupos, em parceria com Meg White, mais uma vez para o lançamento do álbum 'Icky Thump', antes de retornar ao Raconteurs para a produção do segundo disco 'Consolers of the Lonely' de 2008.
Enquanto estava em turnê em apoio do álbum último, White sofria de bronquite e, muitas vezes perdeu a voz, o que levou Alison Mosshart, vocalista da banda The Kills a subir no palco e contribuir com sua própria voz. A química entre Mosshart e o Raconteurs provou ser sedutora, e os músicos optaram por formar um grupo separado chamando-o de Dead Weather. Com Jack White agora tocando bateria, a banda retornou ao estúdio e gravou um disco de estréia energético, o 'Horehound', em questão de semanas. Lançado em 2009, o álbum foi bem recebido em ambos os lados do Atlântico, quebrando o Top Ten dos Estados Unidos e atingindo uma posição máxima de 14 no Reino Unido. Encorajados por tal sucesso, o Dead Weather começou a trabalhar em seu segundo álbum, com a intenção de visualizar várias novas músicas durante uma turnê na Austrália no início de 2010. Nesse meio tempo, Jack garantiu bastante tempo livre para aparecer em um filme o documentário 'A Todo Volume' e produzir um álbum para sua nova esposa, Karen Elson, modelo e compositora.
Jack também foi o responsável na produção do disco 'The Party Ain’t Over' (2011) de Wanda Jackson, considerada a dama do rockabilly. O álbum ainda tem participações de Jack Lawrence, baixista do Dead Weather e The Raconteurs, Carl Broemel, do My Morning Jacket e Patrick Keeler, baterista do Raconteurs. Jack teve como desafio também apresentar a veterana do rockabilly a um novo público, que muito provavelmente deveria desconhecer seus trabalhos anteriores, como fez com Loretta Lyn, e fez com maestria pois uniu seu profundo conhecimento da música dos anos 40, 50 sem sequer ter vivido a época com a seu frescor jovial e costumeira pegada Rock & Roll.
A Todo Volume
No dia 23 de janeiro de 2008 aconteceu a jam entre três dos mais afamados músicos de rock dos últimos tempos, Jimmy Page, The Edge e claro, Jack White, parte do conteúdo presente no documentário dirigido por Davis Guggenheim (Uma Verdade Inconveniente). Ali eles tocam juntos músicas de suas respectivas bandas, o que sem dúvida serviu como ingrediente principal na mística do filme. Mas o grosso alí é o resgate histórico, além das cenas de cada um dos três em seus próprios ambientes - ao som não só de faixas do Led Zeppelin mas também do U2 e do White Stripes.
A Todo Volume acaba sendo um prazeroso apanhado de canções gravadas e ao vivo. Junte a sensibilidade do diretor de fotografia Guillermo Navarro (dos filmes de Guillermo Del Toro) para capturar detalhes e feições e temos aí uma combinação eficiente.
A Todo Volume acaba sendo um prazeroso apanhado de canções gravadas e ao vivo. Junte a sensibilidade do diretor de fotografia Guillermo Navarro (dos filmes de Guillermo Del Toro) para capturar detalhes e feições e temos aí uma combinação eficiente.
Outro projeto recente em que Jack White participa é o Rome, idealizado por Danger Mouse, conhecido por suas colaborações na banda Gnarls Bakley e pelo italiano Daniele Luppi. Jack e Norah Jones emprestam seus vocais como convidados mais que especiais.
Não deixarei de mencionar que Bob Dylan está organizando um tributo a Hank Williams, ícone da música country estadunidense, que contará com a participação de Jack White e vários outros artistas, ainda não divulgados.
Que Jack é um workaholic nós temos certeza, mas além disso, o artista tem faro musical e um talento inquestionável para o que quer que decida fazer, basta a nós apreciadores de bons materiais aguardar qual será a próxima peripércia do cara que se parece demais com o Johnny Depp. Desculpem, eu precisei dizer isso, ao menos em Sweeney Todd, vai! Não?
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