quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A Selvageria doce de Aydar
Aydar é filha de pai músico e de mãe produtora musical. Seu talento nato e ter nascido em berço artístico só confirma sua precoce veia musical. Desde cedo acompanha à distância gigantes da música popular brasileira como Luis Gonzaga e Lulu Santos passar pelos cuidados da produção de sua mãe, eles ensinaram-na mesmo que indiretamente o ofício de musicar, e quando o passarinho enfim criou asas, voou longe por terras inúmeras, resultado de seu apreço por inovar na música, explorando forró ao samba, passando pelo rock com guitarras psicodélicas, mas em suma pingando de pouquinho em pouquinho doses cavalares de samba fino em sua poção musical.
Mas Aydar já deixou claro não aplicar à si qualquer tipo de encaixotamento de gênero, apesar de percebermos influência maior do samba em seus dois primeiros álbums, a moça de voz doce e suave insiste em dizer que não se prende a estilo algum, pois quer se anteceder às amarras que possa limitar inovações em sua maneira de fazer música.
E faz sentido pois em seu terceiro álbum 'Cavaleiro Selvagem aqui te sigo', lançado agora esta semana, Aydar empresta às canções do disco um leque extenso de ingredientes diferentes de apenas um gênero. Ela une sonoridade moderna com uma regionalidade latente de confins do Brasil. Pra isso, flautas e batucadas ritmadas de percursão impõe lugar à tão ansiada comunhão de ritmos que Aydar tanto buscava.
Letieres Leite, maestro, compositor e arranjador da muito especial Orkestra Rumpilezz, brilhante jazz afrobaiano de atabaques e sopros, se fez presente durante o processo de criação do disco como uma figura-mestre, afinal produtor do álbum, ao lado do parceiro de Mariana desde seu primeiro disco, o sensível e incansável baterista e multi-instrumentista Duani.
Com quatro composições próprias, mais Caetano Veloso, Orquestra Imperial, Zeca Pagodinho (em um novo arranjo classudo em 'Vai Vadiar') Romulo Froés e Trio Virgulino, ela fez um disco múltiplo, sem rótulos, misturando o contemporâneo e o ancestral. A essência da sanfona é dedicado ao mestre Dominguinhos, que ela tanto admira e com quem dividiu o microfone na ‘Preciso do Teu Sorriso’.
Mariana participou de um dueto com o vocalista Gary Lightbody da banda irlandesa Snow Patrol na segunda noite de show do Rock in Rio. A música escolhida foi "Set The Fire", e a química dos dois no duo foi coisa bonita de se ver.
Depois dos ensaios que teve com Mariana, Lightbody disse à imprensa:
“Estou encantado com a voz da Mariana, que é doce e suave. Ela é muito talentosa. Toda vez que escolhemos uma cantora para dividir o palco conosco, esperamos ser influenciados pelo trabalho dela. Mas não quero falar muito sobre isso, porque a ideia é fazer uma surpresa e deixar acontecer no palco – disse ao GLOBO o vocalista Gary Lightbody.”
'Cavaleiro Selvagem' se trata da música que deu nome ao disco. Aydar conta que a frase do refrão lhe ocorreu enquanto estava distraída e brinca ao dizer não ter entendido nada de início, mas depois ocorreu que a letra poderia se tratar de 'uma maneira de nos conectarmos com a nossa natureza mais instintiva'.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Casamento perfeito na música.
Foi no dia 08 de Abril desse ano que oito membros da 'Jazz at Lincon Center Orchestra', o trompetista, Wynton Marsalis e ninguém menos que Eric Clapton, transformaram o 'Rose Hall de Nova York' palco de uma das experiências mais significativas do gênero para o mundo da música.
Marsalis já havia participado do último álbum de Clapton , dedicado ao Jazz Vintage e à covers de Blues, e com o intuito de prolongar o sucesso de entrosamento da dupla a idéia do 'Play the Blues' que é o título que dá nome à esse projeto foi levada adiante como uma apresentação em que conferimos um Marsalis extremamente à vontade com a junção dos gêneros, sorrindo e aprovando à todos os movimentos de seus músicos e principalmente às mãos velozes de Clapton, distrinchando toda sua voluptuosidade flamejante nas cordas . Juntos, trabalharam na elaboração de novas roupagens à músicas clássicas do Jazz como no número animadíssimo de abertura 'Ice Cream' de Louis Armstrong, à uma versão de 'Careless Love' da cantora Bessie Smith e em 'Forty-Four', música de Howlin 'Wolf, significativo guitarrista de blues clássico.
Na equipe: Don Vappie (banjo), Victor Goines (clarinete), Dan Nimmer (piano), Carlos Henriquez (baixo acústico), Ali Jackson (bateria), Marcus Printup (trompete), Chris Crenshaw (trombone, vocais), e Chris Stainton (teclado), esse último conhecido por acompanhar Eric Clapton em muitos de seus trabalhos.
Clapton foi o responsável por selecionar todas as músicas do repertório, exceto 'Layla' que foi solicitada pelo baixista Carlos Henriquez, tranformando um dos hinos da carreira musical do guitarrista quase em um doce canto fúnebre, pois esse novo arranjo carrega uma tristeza saudosa em cada nota. Originalmente esta canção pertenceu ao disco 'Layla and Other Assorted Love Songs' gravado em 1970 numa frequência bastante acelerada. Vinte e dois anos depois Clapton regravou-a em versão acústica, mais lenta, mas a Layla de 'Play the Blues' consegue ser duas vezes mais vagarosa (de forma alguma enfadonha), permitindo o ex-Cream solar à vontade onde não teria espaço nas versões anteriores. E é aqui que Marsalis alcança um timbre quase de sax alto, atingindo uma suavidade notável em seu solo de trompete.
Em 'Just A Closer Walk With Thee', Taj Mahal nos presenteia com sua ilustre presença, e é quando nossos pés já não se aguentam parados e o sorriso não desgruda no canto dos lábios. Há um solo fantástico do baterista de quase um minuto, e outras degustações virtuosas de Clapton e Marsalis. A atmosfera divertida e solta do grupo nos envolve na dança, e não há como não se render às feições de admiração do trompetista para com o guitarrista, então, percebemos que até os gênios tem ídolos!
Os elemento banjo dá um ar de bluegrass nos arranjos, resgatando o blues de raíz que Eric Clapton tanto abusou no início de sua carreira solo. Outra coisa interessante de se notar é o walking bass sempre presente no Jazz clássico, e no concerto mais ativo do que nunca, isso somado à guitarra bluseira de Clapton é a resposta de que gêneros diferentes podem casar tão bem quando o intuito é fazer boa música.
A escolha de Eric Clapton pela Gibson em vez de uma Fender Stratocaster, o instrumento que o acompanhou por décadas foi significativo, pois demarca uma volta do vintage em seu estilo de tocar, talvez uma maneira de integrar melhor uma estética acústica ao Jazz de Marsalis.
Em 'Corrine, Corrina' outro blues clássico gravado por 'Bo Carter', Taj Mahal mostra pra que veio destilando sua voz rouca e afinada, e nos deliciamos por mais de dez minutos em demonstrações individuais hipnotizantes. Pode-se notar que cada músico empresta seu brilho para as canções, levando sua personalidade e bagagem musical ao corpo das músicas. Não há apenas um elemento chave nesse projeto, mesmo com dois deuses atuando juntos percebemos que todos os outros membros do grupo ( elegantemente vestidos de black tie para a ocasião ) contribuem para o sucesso do resultado final.
E quando o espetáculo acabava, Clapton soltou a pérola: 'Eu costumava dizer à todos os bluesmen que conheci que só estava fazendo aquilo ( tocar blues ) até me juntar à uma banda de Jazz.'
Ao meu ver o concerto poderia ser chamado de 'Play the Blues and Jazz', afinal os dois gêneros estão mais que competentemente caracterizados!
5 estrelas.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Jack, o reinventor.
Como vocês já devem ter reparado, a que vos escreve estes artigos semanais gosta muito de artistas multi-facetados, camaleônicos, ou pra simplificar a explicação da coisa, dos músicos pra lá de versáteis que se aventuram em diversos projetos paralelos, portanto o assunto de hoje será mais uma figura dessa, o vistuosíssimo Jack White.

John Anthony Gillis, também conhecido como Jack White, é um músico, cantor e produtor musical e vencedor de Grammy.
Jack é um dos guitarristas mais admirados do início do século 21, pois ajudou a restaurar a popularidade do punk-blues como o vocalista do White Stripes. Enquanto isso, ele ampliou seu alcance através da participação em uma série de outros projetos, incluindo o Raconteurs, o Dead Weather, a trilha sonora de Cold Mountain, o retorno das grande dama da música country norte-americana, Loretta Lynn ao circuito musical assinando a produção de seu disco o "Van Lear Rose".
O dono da voz anasalada dedicou constante prática na guitarra, e sua entrega à ela foi o principal pila de seu trabalho inicial no White Stripes. O grupo se ramificou conforme sua reputação cresceu, tomando como base um som inicialmente minimalista com elementos de metal, backwoods country, pop e rock & roll . White seguiu uma evolução semelhante em sua própria carreira, e pelo tempo que o White Stripes comemorou o décimo aniversário de seu álbum de estréia, o vocalista já havia trabalhado em dois álbuns com o Raconteurs, atuou em vários filmes como Cold Mountain, e Sobre Café e Cigarros, colaborou com o Electric Six, cantou em dueto com Alicia Keys, e para uma porção de outros artistas.
Nasceu em Detroit em 09 julho de 1975, caçula de dez irmãos, ele começou a tocar bateria em uma idade precoce buscando sempre inspiração no blues, mas sua fascinação mesmo era com a guitarra e desde a adolescência. Depois de lançar o seu negócio próprio com estofados em Detroit, White começou a se infiltrar na cena musical da cidade como o baterista do Goober & the Peas, uma banda local de cowpunk. Enquanto continuava a tocar bateria para outros grupos, ele cruzou com uma garçonete chamada Meg White, e os dois se casaram em 1996. Jack tomou o sobrenome de Meg, e os dois formaram a banda The White Stripes depois de uma jam session na comemoração de Bastille Day a dupla mostrou resultados promissores.
Com imagem da dupla relacionada às cores vermelha e branca e som cru, o White Stripes se tornou um componente chave do revival do rock de garagem dos anos 90. Além de sua música, os membros da banda despertaram o interesse do público com a pretensão de ser irmãos, uma declaração que parecia um pouco menos incestuosa quando Jack e Meg White se divorciaram em 2000. Apesar da separação, o White Stripes só cresceu em popularidade no decorrer da década, acabou ganhando três prêmios Grammy consecutivos e emissão de vários certificados de álbuns de platina.
Após o lançamento do Elephant, em 2003, Jack White fez uma pausa do grupo para produzir Loretta Lynn. Segundo a crítica, o álbum ajudou Lynn a conquistar uma nova geração de fãs, graças em parte à credibilidade de White como um artista de rock em ascensão. Ele então retornou para o White Stripes para o lançamento do 'Get Behind Me Satan', que viu expandir sua gama instrumental com piano e marimba (instrumento de percussão). Pouco tempo depois, ele lançou o Raconteurs, com o amigo Brendan Benson e dois membros do Greenhornes (que, aliás, serviu como suporte para músicos no disco 'Van Lear Rose'). The Raconteurs fizeram sua estréia em 2006, com 'Broken Boy Soldiers' e excursionou em apoio do álbum, enquanto publicamente White salientou que o seu trabalho na banda não devia ser visto como um projeto paralelo ou um desvio do White Stripes. Assim, ele começou a fazer malabarismos, conciliando responsabilidades para ambos os grupos, em parceria com Meg White, mais uma vez para o lançamento do álbum 'Icky Thump', antes de retornar ao Raconteurs para a produção do segundo disco 'Consolers of the Lonely' de 2008.

Enquanto estava em turnê em apoio do álbum último, White sofria de bronquite e, muitas vezes perdeu a voz, o que levou Alison Mosshart, vocalista da banda The Kills a subir no palco e contribuir com sua própria voz. A química entre Mosshart e o Raconteurs provou ser sedutora, e os músicos optaram por formar um grupo separado chamando-o de Dead Weather. Com Jack White agora tocando bateria, a banda retornou ao estúdio e gravou um disco de estréia energético, o 'Horehound', em questão de semanas. Lançado em 2009, o álbum foi bem recebido em ambos os lados do Atlântico, quebrando o Top Ten dos Estados Unidos e atingindo uma posição máxima de 14 no Reino Unido. Encorajados por tal sucesso, o Dead Weather começou a trabalhar em seu segundo álbum, com a intenção de visualizar várias novas músicas durante uma turnê na Austrália no início de 2010. Nesse meio tempo, Jack garantiu bastante tempo livre para aparecer em um filme o documentário 'A Todo Volume' e produzir um álbum para sua nova esposa, Karen Elson, modelo e compositora.
Jack também foi o responsável na produção do disco 'The Party Ain’t Over' (2011) de Wanda Jackson, considerada a dama do rockabilly. O álbum ainda tem participações de Jack Lawrence, baixista do Dead Weather e The Raconteurs, Carl Broemel, do My Morning Jacket e Patrick Keeler, baterista do Raconteurs. Jack teve como desafio também apresentar a veterana do rockabilly a um novo público, que muito provavelmente deveria desconhecer seus trabalhos anteriores, como fez com Loretta Lyn, e fez com maestria pois uniu seu profundo conhecimento da música dos anos 40, 50 sem sequer ter vivido a época com a seu frescor jovial e costumeira pegada Rock & Roll.
Outro projeto recente em que Jack White participa é o Rome, idealizado por Danger Mouse, conhecido por suas colaborações na banda Gnarls Bakley e pelo italiano Daniele Luppi. Jack e Norah Jones emprestam seus vocais como convidados mais que especiais.
Não deixarei de mencionar que Bob Dylan está organizando um tributo a Hank Williams, ícone da música country estadunidense, que contará com a participação de Jack White e vários outros artistas, ainda não divulgados.
Que Jack é um workaholic nós temos certeza, mas além disso, o artista tem faro musical e um talento inquestionável para o que quer que decida fazer, basta a nós apreciadores de bons materiais aguardar qual será a próxima peripércia do cara que se parece demais com o Johnny Depp. Desculpem, eu precisei dizer isso, ao menos em Sweeney Todd, vai! Não?

John Anthony Gillis, também conhecido como Jack White, é um músico, cantor e produtor musical e vencedor de Grammy.
Jack é um dos guitarristas mais admirados do início do século 21, pois ajudou a restaurar a popularidade do punk-blues como o vocalista do White Stripes. Enquanto isso, ele ampliou seu alcance através da participação em uma série de outros projetos, incluindo o Raconteurs, o Dead Weather, a trilha sonora de Cold Mountain, o retorno das grande dama da música country norte-americana, Loretta Lynn ao circuito musical assinando a produção de seu disco o "Van Lear Rose".
O dono da voz anasalada dedicou constante prática na guitarra, e sua entrega à ela foi o principal pila de seu trabalho inicial no White Stripes. O grupo se ramificou conforme sua reputação cresceu, tomando como base um som inicialmente minimalista com elementos de metal, backwoods country, pop e rock & roll . White seguiu uma evolução semelhante em sua própria carreira, e pelo tempo que o White Stripes comemorou o décimo aniversário de seu álbum de estréia, o vocalista já havia trabalhado em dois álbuns com o Raconteurs, atuou em vários filmes como Cold Mountain, e Sobre Café e Cigarros, colaborou com o Electric Six, cantou em dueto com Alicia Keys, e para uma porção de outros artistas.
Nasceu em Detroit em 09 julho de 1975, caçula de dez irmãos, ele começou a tocar bateria em uma idade precoce buscando sempre inspiração no blues, mas sua fascinação mesmo era com a guitarra e desde a adolescência. Depois de lançar o seu negócio próprio com estofados em Detroit, White começou a se infiltrar na cena musical da cidade como o baterista do Goober & the Peas, uma banda local de cowpunk. Enquanto continuava a tocar bateria para outros grupos, ele cruzou com uma garçonete chamada Meg White, e os dois se casaram em 1996. Jack tomou o sobrenome de Meg, e os dois formaram a banda The White Stripes depois de uma jam session na comemoração de Bastille Day a dupla mostrou resultados promissores.
Com imagem da dupla relacionada às cores vermelha e branca e som cru, o White Stripes se tornou um componente chave do revival do rock de garagem dos anos 90. Além de sua música, os membros da banda despertaram o interesse do público com a pretensão de ser irmãos, uma declaração que parecia um pouco menos incestuosa quando Jack e Meg White se divorciaram em 2000. Apesar da separação, o White Stripes só cresceu em popularidade no decorrer da década, acabou ganhando três prêmios Grammy consecutivos e emissão de vários certificados de álbuns de platina.
Após o lançamento do Elephant, em 2003, Jack White fez uma pausa do grupo para produzir Loretta Lynn. Segundo a crítica, o álbum ajudou Lynn a conquistar uma nova geração de fãs, graças em parte à credibilidade de White como um artista de rock em ascensão. Ele então retornou para o White Stripes para o lançamento do 'Get Behind Me Satan', que viu expandir sua gama instrumental com piano e marimba (instrumento de percussão). Pouco tempo depois, ele lançou o Raconteurs, com o amigo Brendan Benson e dois membros do Greenhornes (que, aliás, serviu como suporte para músicos no disco 'Van Lear Rose'). The Raconteurs fizeram sua estréia em 2006, com 'Broken Boy Soldiers' e excursionou em apoio do álbum, enquanto publicamente White salientou que o seu trabalho na banda não devia ser visto como um projeto paralelo ou um desvio do White Stripes. Assim, ele começou a fazer malabarismos, conciliando responsabilidades para ambos os grupos, em parceria com Meg White, mais uma vez para o lançamento do álbum 'Icky Thump', antes de retornar ao Raconteurs para a produção do segundo disco 'Consolers of the Lonely' de 2008.
Enquanto estava em turnê em apoio do álbum último, White sofria de bronquite e, muitas vezes perdeu a voz, o que levou Alison Mosshart, vocalista da banda The Kills a subir no palco e contribuir com sua própria voz. A química entre Mosshart e o Raconteurs provou ser sedutora, e os músicos optaram por formar um grupo separado chamando-o de Dead Weather. Com Jack White agora tocando bateria, a banda retornou ao estúdio e gravou um disco de estréia energético, o 'Horehound', em questão de semanas. Lançado em 2009, o álbum foi bem recebido em ambos os lados do Atlântico, quebrando o Top Ten dos Estados Unidos e atingindo uma posição máxima de 14 no Reino Unido. Encorajados por tal sucesso, o Dead Weather começou a trabalhar em seu segundo álbum, com a intenção de visualizar várias novas músicas durante uma turnê na Austrália no início de 2010. Nesse meio tempo, Jack garantiu bastante tempo livre para aparecer em um filme o documentário 'A Todo Volume' e produzir um álbum para sua nova esposa, Karen Elson, modelo e compositora.
Jack também foi o responsável na produção do disco 'The Party Ain’t Over' (2011) de Wanda Jackson, considerada a dama do rockabilly. O álbum ainda tem participações de Jack Lawrence, baixista do Dead Weather e The Raconteurs, Carl Broemel, do My Morning Jacket e Patrick Keeler, baterista do Raconteurs. Jack teve como desafio também apresentar a veterana do rockabilly a um novo público, que muito provavelmente deveria desconhecer seus trabalhos anteriores, como fez com Loretta Lyn, e fez com maestria pois uniu seu profundo conhecimento da música dos anos 40, 50 sem sequer ter vivido a época com a seu frescor jovial e costumeira pegada Rock & Roll.
A Todo Volume
No dia 23 de janeiro de 2008 aconteceu a jam entre três dos mais afamados músicos de rock dos últimos tempos, Jimmy Page, The Edge e claro, Jack White, parte do conteúdo presente no documentário dirigido por Davis Guggenheim (Uma Verdade Inconveniente). Ali eles tocam juntos músicas de suas respectivas bandas, o que sem dúvida serviu como ingrediente principal na mística do filme. Mas o grosso alí é o resgate histórico, além das cenas de cada um dos três em seus próprios ambientes - ao som não só de faixas do Led Zeppelin mas também do U2 e do White Stripes.
A Todo Volume acaba sendo um prazeroso apanhado de canções gravadas e ao vivo. Junte a sensibilidade do diretor de fotografia Guillermo Navarro (dos filmes de Guillermo Del Toro) para capturar detalhes e feições e temos aí uma combinação eficiente.
A Todo Volume acaba sendo um prazeroso apanhado de canções gravadas e ao vivo. Junte a sensibilidade do diretor de fotografia Guillermo Navarro (dos filmes de Guillermo Del Toro) para capturar detalhes e feições e temos aí uma combinação eficiente.
Outro projeto recente em que Jack White participa é o Rome, idealizado por Danger Mouse, conhecido por suas colaborações na banda Gnarls Bakley e pelo italiano Daniele Luppi. Jack e Norah Jones emprestam seus vocais como convidados mais que especiais.
Não deixarei de mencionar que Bob Dylan está organizando um tributo a Hank Williams, ícone da música country estadunidense, que contará com a participação de Jack White e vários outros artistas, ainda não divulgados.
Que Jack é um workaholic nós temos certeza, mas além disso, o artista tem faro musical e um talento inquestionável para o que quer que decida fazer, basta a nós apreciadores de bons materiais aguardar qual será a próxima peripércia do cara que se parece demais com o Johnny Depp. Desculpem, eu precisei dizer isso, ao menos em Sweeney Todd, vai! Não?
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Acizentadas
O que ouvir em dias acizentados? As músicas dessa lista foram selecionadas por mim e pela minha querida Raiane Ferreira, qual é a sua?
Thundercats - Infância renovada.
Quando o assunto é relembrarmos hábitos da infância logo nos remetemos às brincadeiras de rua, a descoberta dos joguinhos eletrônicos, e por que não das horas em que dedicávamos à telinha dentro de casa comendo alguma porcaria?
Fato é que 'Caverna do Dragão', 'O Laboratório de Dexter', 'Doug Funny', 'Ace Ventura', 'As Aventuras de Tintim', 'Capitão Planeta' povoavam o universo infantil, sem contar nos desenhos animados da década de 80 que na de 90 ainda faziam muito sucesso como a série divertidíssima de desenhos da 'Hanna Barbera, 'Scooby Doo' e por que não 'Thundercats'? Que a propósito é o tema desse post!

A Warner Bros junto do Studio 4°C está produzindo um reboot do famoso desenho oitentista criado originalmente por Ted "Tobin" Wolf. A série foi lançada nos Estados Unidos dia 29 de Julho no Cartoon Network e já disponibiliza 8 episódios.
Com design arrojado e cores de crescer os olhos, nesta nova versão, os Thundercats formaram um império no Terceiro Mundo, mas seu nível cultural é semelhante ao da Idade Média. Eles vivem em guerra com os lagartos, mutantes liderados por Escamoso e Lion-O é o jovem príncipe herdeiro, filho do rei Claudius e por tradição deve herdar não só a coroa como a poderosa espada justiceira, na qual está encravado o olho de Thundera.
Vídeo os primeiros 5 minutos do primeiro e segundo episódio da série:
Há relatos positivos sobre a impressão de fãs da série original a cerca desse remake da Warner, claro que uma ou outra discrepância pode ocorrer, afinal se o intuito fosse recorrer à completa fidelidade não haveria razão para refazer o desenho, certo? Eu assisti ao primeiro/segundo episódio e aprovei, que tal baixar com o link que disponibilizarei logo abaixo para tirar suas próprias conclusões? ;)
Episódio 1/2
Legenda
Fato é que 'Caverna do Dragão', 'O Laboratório de Dexter', 'Doug Funny', 'Ace Ventura', 'As Aventuras de Tintim', 'Capitão Planeta' povoavam o universo infantil, sem contar nos desenhos animados da década de 80 que na de 90 ainda faziam muito sucesso como a série divertidíssima de desenhos da 'Hanna Barbera, 'Scooby Doo' e por que não 'Thundercats'? Que a propósito é o tema desse post!
A Warner Bros junto do Studio 4°C está produzindo um reboot do famoso desenho oitentista criado originalmente por Ted "Tobin" Wolf. A série foi lançada nos Estados Unidos dia 29 de Julho no Cartoon Network e já disponibiliza 8 episódios.
Com design arrojado e cores de crescer os olhos, nesta nova versão, os Thundercats formaram um império no Terceiro Mundo, mas seu nível cultural é semelhante ao da Idade Média. Eles vivem em guerra com os lagartos, mutantes liderados por Escamoso e Lion-O é o jovem príncipe herdeiro, filho do rei Claudius e por tradição deve herdar não só a coroa como a poderosa espada justiceira, na qual está encravado o olho de Thundera.
Vídeo os primeiros 5 minutos do primeiro e segundo episódio da série:
Há relatos positivos sobre a impressão de fãs da série original a cerca desse remake da Warner, claro que uma ou outra discrepância pode ocorrer, afinal se o intuito fosse recorrer à completa fidelidade não haveria razão para refazer o desenho, certo? Eu assisti ao primeiro/segundo episódio e aprovei, que tal baixar com o link que disponibilizarei logo abaixo para tirar suas próprias conclusões? ;)
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