Há tempos que não é postada nenhuma playlist temática aqui no Brave New World, pois bem, aproveitando o fim do Verão e o início do Outono, resolvi fazer uma seleção se músicas quentes ( no sentido ambíguo da palavra mesmo ) para dar as boas vindas à essa estação tão elegante e convidativa à hábitos que aproximem os corações solitários.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Playlist de Outono
Há tempos que não é postada nenhuma playlist temática aqui no Brave New World, pois bem, aproveitando o fim do Verão e o início do Outono, resolvi fazer uma seleção se músicas quentes ( no sentido ambíguo da palavra mesmo ) para dar as boas vindas à essa estação tão elegante e convidativa à hábitos que aproximem os corações solitários.
terça-feira, 20 de março de 2012
Dica de disco do mês: Fat Freddy's Drop - Live at Roundhouse
Originado de Jam Sessions realizadas em clubes e pequenos festivais da Nova Zelândia, cidade natal do grupo, o Fat Freddy's Drop contam apenas com dois álbuns de estúdio ( Based on a True Story e DR Boondigga and the Big BW ), dois álbuns ao vivo ( Live at the Matterhorn e Live at Roundhouse ) e uma porção de singles dos quais trouxeram essa big band do anonimato para os ouvidos de milhares de amantes de boa música espalhados por esse mundão.
E a genialidade virtuosa por trás dessa cozinha musical bem temperada está o vocalista dono duma das vozes mais melodiosas da atualidade, Joe Dukie, e o percursionista, dj e produtor do projeto desde os primórdios do grupo, Chris Faiumu, juntos, e os outros 5 músicos que integram essa família, emprestam através dos metais, sintetizadores e cordas, muita energia pra se balançar na pista de olhos fechados ou se preferir, ritmar aquela faxina geral em casa.
Roots, Dub, Pop, Reggae, Jazz ou Soul, são tantas as possíveis definições para o som dos Fat Freddy's Drop, que acaba por ser imperativo dizer que os sete talentosos neozelandeses criaram uma sonoridade única, que só a eles caracteriza.
O primeiro disco de originais, Based on a True Story chegou em 2005 e acabou por ser o principal responsável por espalhar o som da banda pelo mundo fora, tendo inclusive alcançado o importante prêmio para 'Álbum Internacional do Ano' no programa do reconhecido Gilles Peterson, na BBC Radio. O single "Wandering Eye", também levou o prêmio de escolha do público no New Zealand Music Awards, em 2006.
O disco abre com 'The Camel', arrastada, um pouco morna até, abrindo o terreno para 'The Raft' , a mais longa do álbum. De base ragga ela é preenchida por metais que crescem de tamanho na medida em que as cordas que puxam o ragga se intensificam. Em seguida a atmosfera intergalática de 'Flashback' toma conta do nosso imaginário, e somos invadidos pela expectativa do que pode vir pela frente. E ela se mantém rasteira e intrigante até seu último décimo segundo minuto, tendo seu ponto de maior groove em momentos esparsos, sendo adornada pelo sax alto acumulando a sensualidade da canção...essa é aquela balada pra dançar colado.
'Pull The Catch' é um dub com forte elementos motownzísticos, característica bastante presente na construção instrumental das obras do grupo. Por volta do sexto minuto a canção veste outra fantasia e se transforma quase num drum n' bass frenético tomado por baquetas aceleradas que tem como acompanhante os graves miúdos do baixo, então, distorções eletrônicas entram na brincadeira até terminar como começou, sussurrante até se calar.
Em 'The Nod' o groove dos metais e cordas são ainda mais presentes. A letra descontraída, as rimas e a interação da banda com o público faz dessa a mais divertida do disco.
E não haveria melhor escolha de canção para encerrar o disco, pois 'Shiverman' ganha toda uma roupagem mais empolgante e enérgica. Quando se dá os dezesseis minutos temos a impressão de que acabou cedo demais. Em seus primeiros doze minutos somos inebriados pela estabilidade linear de um dub, até que os meninos virtuosos nos surpreendem mais uma vez ao virar a música do avesso num set eletrônico pra enfim ser desmarcarado por um ska excitante, daqueles de sair do chão, durando os três minutos restantes da viagem.
Sem dúvida o melhor disco ao vivo de 2010, dos últimos tempos e o melhor que eu já tive a sorte de ouvir na vida.
Selo Brave New World de qualidade!
Fat Freddy's Drop Live at Roundhouse
Tracklist
01. The Camel
02. The Raft
03. Flashback
04. Pull The Catch
05. The Nod
06. Shiverman
Ouça o disco na íntegra aqui:
Fat Freddy's Drop Live at Roundhouse
terça-feira, 13 de março de 2012
As tesouras de Anderson Thives
ANDERSON THIVES, 30 anos, é paranaense, radicado no Rio de Janeiro. Apesar de autodidata, é formado em artes plásticas e visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná, e há mais de 10 anos, desenvolve um trabalho no qual utiliza a técnica da colagem. Seu trabalho, “Pop-Contemporâneo”, tem como grande referência artistas da Pop Art, como Andy Warhol, Tom Welsseman e Richard Hamilton, mas sendo original e usando uma técnica pouco difundida de colagem, na qual cria imagens, através de milhares de quadrados de papel.
O artista das tesouras é puro encantamento com sua arte de fazer arte. Há mais de 10 anos cria obras com a técnica de colagem tendo exposto no mundo inteiro. Ele não só corta e cola para fazer arte, ele corta e cola aspectos da vida que o tornam mais que um artista sensível. Anderson é uma pessoa inspiradora, que não se deslumbra mesmo sendo quem é, fazendo a arte que faz, tendo o sucesso que tem. Valores como família e amigos norteiam os recortes da sua personalidade e dão mais cores às suas obras. Com a alegria de uma criança que descobriu a tesoura, o papel, a cola e a traquinagem, Anderson dá forma à imaginação tendo como iluminação as coisas cotidianas muitas vezes.
Ele inaugurou ano passado sua própria galeria no Cassino Atlântico, o shopping é referência em galerias de arte e antiquários no Rio de Janeiro.
Personagens como o mocinho, vilão, santos, ícones da infância e do imaginário popular fazem parte do seu acervo. Sem dúvida de se encher os olhos tamanha criatividade!
Veja mais dessas peripércias em formato de colagem no site do artista: Anderson Thives
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