O seu trabalho é reconhecido pela revista americana Rolling Stone, que lhe concedeu o 18º lugar da lista dos "100 Melhores Guitarristas de Sempre" e também foi reconhecido como o melhor guitarrista dos últimos 30 anos (1980-2010) em uma votação popular no site da rádio britânica BBC. John Frusciante também mantêm uma carreira solo, tendo lançado dez álbuns sob o seu próprio nome, além disso realizou duas colaborações com Josh Klinghoffer e Joe Lally, sob o nome de 'Ataxia'. Os seus álbuns solo incorporam uma variedade de elementos desde o rock experimental, música ambiente até ao New Wave e electrónica. Retirando influência de guitarristas de vários gêneros, Frusciante enfatiza a melodia e a emoção quando toca guitarra favorecendo guitarras antigas e técnicas analógicas de gravação.
Ataxia
Frusciante juntou-se aos Red Hot Chili Peppers aos 18 anos, entrando pela primeira vez
no álbum de 1989 'Mother's Milk'. O seguinte álbum 'Blood Sugar Sex Magik' foi um completo sucesso. John, então, deixou a banda por um longo período, retornando em 1998, para a gravação do álbum Californication. Em 15 de dezembro de 2009, o músico anunciou, mais uma vez, sua saída do grupo.
Os Peppers lançarão no próximo mês, um novo disco ('I'm With You') com o novo integrante, Josh Klinghoffer que foi guitarrista de apoio dos Peppers em 2007, e também tocou com nomes como Pj Harvey, Beck e Gnarls Bakley, além de ter participado de vários álbuns da carreira solo de Frusciante.
Muito além dos Peppers
John é também conhecido por ser multi-facetado no que convém música de seu interesse.
Constantemente ativo, está sempre à procura de novas veredas para se encaixar, entre elas, John participou de álbuns importantes como o 'Amputcechture' 2006, da banda de Rock Progressivo, Mars Volta. Nesse álbum, ele participa de todas as faixas, como guitar base ou solo, exceto em 'Asilos Magdalena'.
Neste link você encontra o cadastro online na Lastfm do disco:
http://bit.ly/aF8dFv http://bit.ly/olf2CQ
A seguir, vídeo com um trecho do show do Mars Volta e Frusciante em 2006, Toronto.
No álbum 'The Dub Room Special!' de Frank Zappa, John descreve todo o seu fanatismo na Liner Notes do disco:
"Quando eu tinha 14 anos tomei a decisão de que eu estava indo encontrar e comprar todos os álbuns de Frank Zappa. Em 1984, havia um problema desde que todos os seus discos dos anos 60 e 70 estavam fora de impressão. Eu queria pegar um ônibus e rodar por toda Los Angeles e Valley pra conseguir esses álbuns, cada um dos quais tinha um efeito enorme e poderoso em mim. Cada um, a medida que eu ia encontrando, parecia com o mais perfeito microcosmo de sentimento para mim. Tudo sobre cada um, o cheiro, a capa, o encarte e especialmente a música foram pura magia à minha mente. Eu também logo comecei a comprar regularmente seus produtos 818 PUMPKIN, comprando os materiais sempre que eu tinha dinheiro. Isto incluiu a "Old Masters box" (que continha remasters dos seus 5 primeiros discos), o filme "Baby Snakes" e um vídeo chamado "The Dub Room Special". Vi estes dois vídeos cada vez mais, sempre mostrando eles para quem quisesse assistir. Na época eu tinha 15 anos, tinha todos os discos e estava gastando cerca de 70% da minha vida musical estudando e aprendendo a sua música. Para mim, me esforçando parar chegar a perfeição, ele ser conhecido por exigir muito de seus músicos foi uma forte motivação e força por trás da enorme quantidade de exercício que eu fazia na época. Eu me ensinei a ler música, comparando as notas escritas em "The Frank Zappa Guitar Book" para as gravações dessas músicas. Poli-ritmos naquele livro (brilhantemente transcritos por Steve Vai), bem como as suas composições instrumentais, abriram minha mente de forma muito grande. Acredito que isso tudo me instigou a abrir minha cabeça, fazendo eu ter infinitas possibilidades de criação com toda forma de música."
— John Frusciante, The Dub Room Special! liner notes (abridged), 2007
O fato curioso na história de Frusciante com o Zappa é que um pouco antes dele assinar o contrato com os Peppers ele estava para fazer uma audição para integrar a banda de Zappa e não se sabe ao certo por que razão ele não chegou a fazê-la, mas é provável que tenha sido porque Zappa fizera uma proibição aos músicos que o acompanhavam de consumir drogas ilegais. John assume mais tarde, em entrevista, que tinha decidido ser uma estrela do rock, que queria experimentar drogas e conhecer garotas. "Eu vi que queria ser uma estrela do rock, usar drogas e conseguir garotas, e eu não estaria apto a fazer isto se estivesse na banda do Zappa."
Frusciante trabalhou em faixas de álbuns com Johnny Cash, NASA, em um projeto de música experimental com John Taylor do Duran Duran e a percussionista Nicole Turley, antiga integrante da anda Weave! que já abriram shows para Warpaint. Esse projeto viraria uma banda chamada 'Swahili Blonde'e o nome do disco 'Man Meat', lançado em 2010.
Outra parceria muito interessante é a de Frusciante e Omar Rodriguez Lopez, guitarrista, idealizador do Mars Volta e também músico de muitas faces, em um disco que beira o conceitualismo, e permeia o transcêndental.
Confira o disco aqui
http://omardigital.rodriguezlopezproductions.com/album/omar-rodriguez-lopez-john-frusciante