quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mixtape pra caminhar, ler, beijar...


Já está fazendo aniversário desde a última vez que postei algo aqui no Brave, então pra quebrar esse hiato, resolvi compartilhar com vocês uma playlist que montei na pressa ( precisamente em 15 minutos! ) pra servir de plano de fundo à uma caminhada ao parque.
Meu critério na escolha dos plays foi justamente não ter critério, e o resultado é um liquidificador de ritmos e sonoridades que podem agradar tanto gregos quanto troianos.
O mais curioso é que por eu ter escolhido basicamente uma canção de cada artista da minha library do Itunes ( é claro que não todos os artistas, se não essa mixtape teria mais de 300 faixas! rs ) é que dá a impressão de estar no shuffle, e essa é a graça, a surpresa do que pode vir depois daquela faixa animada, e quase sempre é uma sequência light, pra acalmar os ânimos.

A experiência foi bem bacana pois redescobri dezenas de artistas esquecidos no meu HD por causa das novidades de álbuns sendo lançados semana a semana.
Então, se você está enjoado das suas mesmas listas de cada dia, e não tem TOC pra selecionar músicas, prepare-se para dançar, refletir e cantarolar ao embalo de uma salada de frutas de 71 faixas, já!

Espero que apreciem como eu, pois tirar fotos debaixo das árvores e dos raios quentes que invadiam as folhas até meu rosto ao som dessa saladinha nunca foi tão prazeroso!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lianne La Havas - Delicadeza e muitos acordes



De voz suave e afinadíssima, Lianne, inglesinha de 22 anos, cantora, compositora e multi-instrumentista, vem conquistando mais e mais fãs de cantoras da safra de Regina Spektor e Corinne Bailey Rae.
Seu talento e destreza na guitarra e violão mostra que a garota não é dona apenas de um só dote natural, mas também de um hábil entrosamento com os acordes.
Lianne foi citada pela BBC como aposta ao Sound of 2012, premiação anual que nomeia artistas  promissores para o mundo da música e mesmo com pouca idade a cantora transborda talento e personalidade, seja pela simples maneira de empunhar a guitarra nos braços, à intensidade das letras inspiradas em suas experiências pessoais.



Lost & Found é uma das músicas mais avassaladoras do repertório de Lianne. O clipe em preto e branco e a atmosfera melancólia e sensual dá vazão à identidade da canção.




No video, uma apresentação ao vivo de 35 minutos de Lianne realizada em Março desse ano.
Destaques para as canções, 'Au Cinema' e 'Forget', a última descrita por ela mesma como uma canção para seu ex-namorado.





Ao ouvi-la de olhos fechados pude enxergar muitas vezes a sonoridade de Andreya Trianna, outra artista talentosíssima do gênero da New Soul Music, mas é apenas uma mera comparação, pois a digital de Lianne é única e merece ser apreciada.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Playlist de Outono




Há tempos que não é postada nenhuma playlist temática aqui no Brave New World, pois bem, aproveitando o fim do Verão e o início do Outono, resolvi fazer uma seleção se músicas quentes ( no sentido ambíguo da palavra mesmo ) para dar as boas vindas à essa estação tão elegante e convidativa à hábitos que aproximem os corações solitários.


Playlist de Outono - Brave New World by Tamiris Ferreira on Grooveshark

terça-feira, 20 de março de 2012

Dica de disco do mês: Fat Freddy's Drop - Live at Roundhouse





Originado de Jam Sessions realizadas em clubes e pequenos festivais da Nova Zelândia, cidade natal do grupo, o Fat Freddy's Drop contam apenas com dois álbuns de estúdio ( Based on a True Story e DR Boondigga and the Big BW ), dois álbuns ao vivo ( Live at the Matterhorn e Live at Roundhouse )  e uma porção de singles dos quais trouxeram essa big band do anonimato para os ouvidos de milhares de amantes de boa música espalhados por esse mundão.

E a genialidade virtuosa por trás dessa cozinha musical bem temperada está o vocalista dono duma das vozes mais melodiosas da atualidade, 
Joe Dukie, e o percursionista, dj e produtor do projeto desde os primórdios do grupo, Chris Faiumu, juntos, e os outros 5 músicos que integram essa família, emprestam através dos metais, sintetizadores e cordas,  muita energia pra se balançar na pista de olhos fechados ou se preferir, ritmar aquela faxina geral em casa.


Roots, Dub, Pop, Reggae, Jazz ou Soul, são tantas as possíveis definições para o som dos Fat Freddy's Drop, que acaba por ser imperativo dizer que os sete talentosos neozelandeses criaram uma sonoridade única, que só a eles caracteriza.


O primeiro disco de originais, Based on a True Story chegou em 2005 e acabou por ser o principal responsável por espalhar o som da banda pelo mundo fora, tendo inclusive alcançado o importante prêmio para 'Álbum Internacional do Ano' no programa do reconhecido Gilles Peterson, na BBC Radio. O single "Wandering Eye", também levou o prêmio de escolha do público no New Zealand Music Awards, em 2006. 


E o destaque de disco do mês dessa vez é o segundo disco ao vivo dos rapazes. Em 'Live at Roundhouse London', como se não bastasse a ousadia de ritmos, sonoridades e misturas, eles se aventuram em faixas nada comerciais com pouco mais de 12 minutos cada, mas mesmo assim é excitação demais pra se entregar ao cansaço auditivo pois a cada canção uma surpresa diferente.

O disco abre com 'The Camel', arrastada, um pouco morna até, abrindo o terreno para 'The Raft' , a mais longa do álbum. De base ragga ela é preenchida por metais que crescem de tamanho na medida em que as cordas que puxam o ragga se intensificam. Em seguida a atmosfera intergalática de 'Flashback'  toma conta do nosso imaginário, e somos invadidos pela expectativa do que pode vir pela frente. E ela se mantém rasteira e intrigante até seu último décimo segundo minuto, tendo seu ponto de maior groove em momentos esparsos, sendo adornada pelo sax alto acumulando a sensualidade da canção...essa é aquela balada pra dançar colado.



'Pull The Catch' é um dub com forte elementos motownzísticos, característica bastante presente na construção instrumental das obras do grupo. Por volta do sexto minuto a canção veste outra fantasia e se transforma quase num drum n' bass frenético tomado por baquetas aceleradas que tem como acompanhante os graves miúdos do baixo, então, distorções eletrônicas entram na brincadeira até terminar como começou, sussurrante até se calar.
Em 'The Nod' o groove dos metais e cordas são ainda mais presentes. A letra descontraída, as rimas e a interação da banda com o público faz dessa a mais divertida do disco.

E não haveria melhor escolha de canção para encerrar o disco, pois 'Shiverman' ganha toda uma roupagem mais empolgante e enérgica. Quando se dá os dezesseis minutos temos a impressão de que acabou cedo demais. Em seus primeiros doze minutos somos inebriados pela estabilidade linear de um dub, até que os meninos virtuosos nos surpreendem mais uma vez ao virar a música do avesso num set eletrônico pra enfim ser desmarcarado por um ska excitante, daqueles de sair do chão, durando os três minutos restantes da viagem.




Sem dúvida o melhor disco ao vivo de 2010, dos últimos tempos e o melhor que eu já tive a sorte de ouvir na vida.

Selo Brave New World de qualidade!



Fat Freddy's Drop Live at Roundhouse




Tracklist

01. The Camel
02. The Raft
03. Flashback
04. Pull The Catch
05. The Nod
06. Shiverman 


Ouça o disco na íntegra aqui:


 
Fat Freddy's Drop Live at Roundhouse

terça-feira, 13 de março de 2012

As tesouras de Anderson Thives



ANDERSON THIVES, 30 anos, é paranaense, radicado no Rio de Janeiro. Apesar de autodidata, é formado em artes plásticas e visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná, e há mais de 10 anos, desenvolve um trabalho no qual utiliza a técnica da colagem. Seu trabalho, “Pop-Contemporâneo”, tem como grande referência artistas da Pop Art, como Andy Warhol, Tom Welsseman e Richard Hamilton, mas sendo original e usando uma técnica pouco difundida de colagem, na qual cria imagens, através de milhares de quadrados de papel.









O artista das tesouras é puro encantamento com sua arte de fazer arte. Há mais de 10 anos cria obras com a técnica de colagem tendo exposto no mundo inteiro. Ele não só corta e cola para fazer arte, ele corta e cola aspectos da vida que o tornam mais que um artista sensível. Anderson é uma pessoa inspiradora, que não se deslumbra mesmo sendo quem é, fazendo a arte que faz, tendo o sucesso que tem. Valores como família e amigos norteiam os recortes da sua personalidade e dão mais cores às suas obras. Com a alegria de uma criança que descobriu a tesoura, o papel, a cola e a traquinagem, Anderson dá forma à imaginação tendo como iluminação as coisas cotidianas muitas vezes.

Ele inaugurou ano passado sua própria galeria no Cassino Atlântico,  o shopping é referência em galerias de arte e antiquários no Rio de Janeiro.




Personagens como o mocinho, vilão, santos, ícones da infância e do imaginário popular fazem parte do seu acervo. Sem dúvida de se encher os olhos tamanha criatividade!

Veja mais dessas peripércias em formato de colagem no site do artista: Anderson Thives

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arte reciclada por Sean Avery




Sean Avery, artista australiano, conhecido por criar esculturas com produtos reciclados, recria formas de animais através de materiais que acabam sendo inutilizados no lixo, tornando cada peça única. Sua arte é original, criativa e sustentável! Além de transformar sucata em artigos finos de decoração, Sean colabora com o meio ambiente reaproveitando materiais produzidos e muitas vezes nocivos ao nosso planeta. Já pensou ter uma dessas lindesas enfeitando sua casa?


















terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dica de disco do mês: Madlib - Shades of Blues




Olá navegantes, depois de um período de hiato volto a publicar aqui no blog com a dica de disco do mês, espero que possam apreciá-lo como tenho feito nas últimas semanas.
Madlib, nome artístico de Otis Jackson Jr, é DJ, multi-instrumentista, rapper, e produtor musical. Considerado pela mídia especializada como um dos produtores mais prolíficos de Hip Hop do final dos anos 90, colaborou com diversos artistas do gênero, seja produzindo, atuando ou compondo, entre eles, The Alkaholiks, Mos Def, De La Soul, Ghostface Killah, Talib Kweli, Yesterdays New Quintet, Quasimodo e Erykah Badu.
Além de projetos experimentais com outros artistas como Jaylib em parceria com J Dilla, MadVillian com o rapper MF Doom e Jackson Conti com o baterista brasileiro Ivan "Mamão".

Madlib se considera primeiramente um DJ, e depois, um produtor, e MC por último, e junto ao pacote de virtuosidades, o artista conduz  à suas atividade técnicas a arte de remixar habilmente trabalhos de grandes nomes da música. Madlib foi influenciado por uma crescente geração de produtores e músicos, que criou estilos abstratos a partir do ano de 2000.
Sua sonoridade lascivamente elegante, permeia o fusion, pincela os beats característicos do hip hop e passeia pelas arestras do left-field. Pode se dizer com tranqüilidade que Madlib é um artista completo. 

Exemplo disso é um de seus trabalhos mais finos como remixer, o ‘Shades of Blue’ realizado em 2002, que traz em um álbum de 16 faixas standarts do Jazz repaginados por Madlib. O projeto deu-se por um convite da Blue Note Records, gravadora de jazz norte-americana, que o permitiu a ter acesso ao rico acervo da gravadora. E Madlib não decepcionou, muito pelo contrário, fica difícil decidir depois de uma audição, qual das obras são mais valorosas. É magia a cada faixa tocada. 


Se ainda existiam dúvidas de que o Hip-Hop caminha de mãos dadas com o Jazz instrumentalmente falando, ‘Shades of Blues’ de Madlib prova que não há mais por que questionar.

 
Shades of Blues - Madlib:
Tracklist
01. Introduction
02. Slim’s Return
03. Distant Land (Hip Hop Drum Mix)
04. Mystic Bounce
05. Stormy
06. Blue Note Interlude
07. Please Set Me At Ease
08. Funky Blue Note
09. Alfred Lion Interlude
10. Steppin’ Into Tomorrow
11. Andrew Hill Break
12. Montara
13. Song For My Father
14. Footprints – Yesterdays New Quintet
15. Peace/Dolphin Dance
16. Outro
Ouça o obra remixada aqui:

Shades of Blue - Madlib


Conteúdo original da obra:
Tracklist

01. Gene Harris & The Three Sounds – Look Of Slim (Slim’s Return)
02. Donald Byrd – Distant Land (Distant Land)
03. Ronnie Foster – Mystic Brew (Mystic Bounce)
04. Reuben Wilson – Stormy (Stormy)
05. Bobbi Humphrey – Please Set Me At Ease (Please Set Me At Ease)
06. Donald Byrd – Stepping Into Tomorrow (Stepping Into Tomorrow)
07. Andrew Hill – Illusion (Andrew Hill Break)
08. Bobby Hutcherson – Montara (Montara)
09. Horace Silver – Song For My Father (Song For My Father)
10. Wayne Shorter – Footprints (Footprints)
11. Horace Silver – Peace (Peace/Dolphin Dance)
12. Herbie Hancock – Dolphin Dance (Peace/Dolphin Dance)
Ouça as obras originais aqui:
Originals