Ainda muito jovem, o pequeno Bleek Gilliam (Denzel Washington) era forçado pelos pais a estudar trompete, o que não lhe deixava tempo nenhum para ser criança e brincar com os amigos. Os anos se passaram e finalmente Bleek realiza o sonho de seus pais, tornando-se trompetista profissional. Mas uma forte rivalidade com o saxofonista Shadow Henderson (Wesley Snipes), parece crescer a cada dia, assumindo proporções catastróficas. E, além disso, o estranho Giant (Spike Lee), amigo e empresário de Bleek, é viciado em jogo, causando sérios problemas para todos os músicos da banda.
sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Descobertas Musicais Pt.VI
Medeski Martin & Wood, ou MM&W, é um trio de jazz formado em 1991, composto por John Medeski nos teclados, Billy Martin na bateria/percussão e Chris Wood no baixo e na guitarra.
MM&W originalmente era um trio de jazz acústico de vanguarda, mas Medeski rapidamente adicionou um órgão Hammond quando as dificuldades de viajar em turnês com um piano se tornaram evidentes. Esse direcionamento mais voltado para o soul jazz levou o trio a incorporar outros gêneros musicais, incluindo o funk, o hip hop, o trip hop e o free jazz. Medeski inova frequentemente com seus teclados, utilizando vários formatos como mellotron, melodica, clavinet entre outros.
Música que merece rating superior a 5 estrelas, sem dúvida!
Descobertas Pt.V
Tulipa Ruiz além da voz afinada e macia é conhecida pelas suas composições. Grande parte do disco de estréia (Efêmera) foi escrito por ela. Se as letras conjungam a inteligência da linguagem com leveza e diversão, a melodia nos chama despretenciosamente pra dança. Gostosa de sentir de olhos fechados.
A variedade de estilos é um ponto alto. A voz evoca um pouco de Gal Costa, Björk ou Tetê Espíndola, canta pra fazer dançar, pra comover, pra confortar. Como um todo, da composição aos arranjos, “Efêmera” é uma estreia sólida para uma artista completa. Alguém que pode conquistar um público grande sem recorrer a obviedades, investindo na pesquisa de sons, sem exagerar na “fofice” ou agressividade.
Descobertas Musicais Pt. IV
Manacá é produto de nossa terra. Goste-se ou não, há que se admitir: em nenhum outro lugar, que não o Brasil, poderia surgir banda igual.
Tal qual tropicalistas contemporâneos, a banda explica para confundir, e confunde para esclarecer, antropofagizando influências heterogêneas, em diálogos improváveis, que muitas vezes extrapolam o puramente musical, contrapondo Cordel do Fogo Encantando ao neo-progressivo americano do Mars Volta; Movimento Armorial a Led Zeppelin e Queens of the Stone Age e Novos Baianos…
Letícia Persiles, a frontwoman da banda, vocalista e compositora também é atriz. Fez parte do elenco de Capitu, adaptação da obra de Machado de Assis para a televisão como minissérie, sendo a própria Capitu. Seria uma explicação bastante plausível dizer que toda a sua teatralidade no palco, em que se transforma em menina à mulher possuída deve-se à sua veia artística para o drama dos palcos.
Infelizmente a banda teve seu fim em 2009 quando teve seu contrato com a EMI Music rescindido e voltado a ser independente. Uma pena.
Flor do Manacá
Descobertas Musicais Pt. III
Mumford and Sons tem muito o que comemorar. A banda folk ultrapassou um milhão de cópias vendidas de "Sigh no more" tanto na Grã-Bretanha quanto nos EUA.
Eles são conhecidos por serem energéticos em shows ao vivo em que os membros da banda fazem malabarismos, presenteiam os fãs com vários setlists e tocam instrumentos diversos. Em entrevistas, afirmaram que o shows são de longe a sua parte favorita da experiência com música, e que eles se esforçam para uma atmosfera animada no palco.
A banda ficou bastante conhecida ao subir ao palco do Grammy (2011) com o velhinho Bob Dylan e outra banda de folk music,Avett Brothers. Juntos, cantaram uma versão bem divertida de "Maggie's farm".
The Cave
Descobertas Musicais Pt. II
Florence and the Machine é uma banda que tem sido descrita como uma combinação de vários gêneros, incluindo rock, indie, folk e soul. Especificamente o canal BBC teve grande importância na divulgação da banda para o grande público promovendo-a no programa 'BBC Introducing'. A partir de então, Florence ganhou mais atenção e passou a tocar em vários grandes festivais da Inglaterra, como os de Reading and Leeds e o Glastonbury. O álbum de estréia da banda, intitulado 'Lungs', foi lançado em 2009 e foi ovacionado na gringa e aqui mesmo no Brasil.
Um fato importante a citar foi a homenagem especial de quatro mulheres no palco do Grammy Awards deste ano para a cantora Aretha Franklin. A lista incluiu Christina Aguilera, Jennifer Hudson e Florence Welch, que nos provou o quão incrível pode ser cantando versões de músicas clássicas como as da Diva da Soul Music.
You\'ve Got The Love
Descobertas Musicais
A Warpaint é uma banda de rock experimental com um pé no psicodélico que extrapolou as fronteiras de Los Angeles ecom o CD "The fool" entrando para as listas de melhores do ano e hoje, a vida delas é tocar nos maiores festivais de pop do mundo, como o Coachella.
John Frusciante foi namorado de Emily Kokal, vocalista e guitarrista do quarteto de meninas formado em LA. Frusciante mixou o primeiro EP do Warpaint, o "Exquisite corpse"
John Frusciante foi namorado de Emily Kokal, vocalista e guitarrista do quarteto de meninas formado em LA. Frusciante mixou o primeiro EP do Warpaint, o "Exquisite corpse"
O Discurso do Rei
Fui assistir 'O Discurso do Rei' com a intenção de descobrir do por quê dele ter ganho o prêmio de melhor filme no Oscar no lugar de 'Cisne Negro'. E de fato foi só isso que eu consegui pensar quando os créditos finais saltaram da tela...as inevitáveis tristes comparações.
O filme é fraco na minha pobre e humilde opnião, morre na exploração da gagueira do Rei George VI, e só. Me atrevo a ser radical em dizer que 'Cisne Negro' apenas não levou a estatueta pois se trata de um filme polêmico, de difícil digestão. E os jurados demagogos jamais premiariam um filme forte com ares de filme de arte independente como 'Black Swan' é. Afinal a massa gosta do chamado filme pipoca, daquela velha história do 'e viveram felizes para sempre', da figurinha repetida com moral no final.
Saí lesada, pois perdi R$ 9,00 do ingresso, mas ao menos pude ter uma discussão acalorada com amigos sobre como o cinema Hollywoodiano enlaça a grande maioria, como filmes sem amarras, carentes de questões morais que desafiam a sociedade são ovacionados e filmes controversos são direcionados ao Festivais de Cannes. Percebi que não devo esperar nada mais da premiação do Oscar, afinal já está tudo roteirizado mesmo...
Agora basta assistir 'O Vencedor' para 'tentar' entender do por que que Christian Bale ganhou o troféu de melhor ator coadjuvante no lugar de Geoffrey Rush.
Mas minhas dúvidas não foram sanadas por completo, afinal, mereceu mesmo Colin Firth o prêmio de melhor ator? Não sei por que mas não consegui SENTIR a sua atuação como senti na de Natalie Portman em 'Cisne Negro'...aliás, a diferença entre como saí da sala de cinema depois de assistir 'Black Swan' ao à completa FALTA de sensações que me acometeu ao término de 'O Discurso do Rei' foi gritante...
Talvez o cinema ainda precise deixar de lado alguns tabus para que transgridindo o senso comum, possamos abrir nossas mentes à assuntos cotidianos...
Black Swan
Tive que absorver esse filme em longo período de digestão. E ainda sim não consegui encontrar palavras adequadas para descrever as dezenas de sensações que o mesmo causou em mim durante a 1:30 de filme.Com pitadas de David Lynch, doses suaves de Kafka o roteiro pode ser destrinchado generosamente através da Psicologia Analítica.
Somos tragados para a tela à medida em que a bailarina Nina vivida pela atriz Natalie Portman atravessa as ondas furiosas em forma de tempestade bipolar dentro de si mesma.
Auter ego, sonho, realidade, fantasia, terror, angústia, gozo.Fotografia soturna, trilha sonora orgânica e densa.Uma ressalva especial à cena em que vemos Nina se entregar finalmente ao seu auter ego, em que se reconhece como animal instintivo, e SENTE....e tão verdadeiramente que se transforma em bicho!
Cena fenomenal.
Filme para ser estudado, contemplado!
Nivel dos filmes mais saborosamente desnorteados de Nolan.
Recomendo
Somos tragados para a tela à medida em que a bailarina Nina vivida pela atriz Natalie Portman atravessa as ondas furiosas em forma de tempestade bipolar dentro de si mesma.
Auter ego, sonho, realidade, fantasia, terror, angústia, gozo.Fotografia soturna, trilha sonora orgânica e densa.Uma ressalva especial à cena em que vemos Nina se entregar finalmente ao seu auter ego, em que se reconhece como animal instintivo, e SENTE....e tão verdadeiramente que se transforma em bicho!
Cena fenomenal.
Filme para ser estudado, contemplado!
Nivel dos filmes mais saborosamente desnorteados de Nolan.
Recomendo
Une Femme Est Une Femme
É quase impensável expor pensamentos num 'blog' sem mencionar dos gostos particulares para filmes, música e outras coisinhas prazerosas dessa vida. Afinal, gozar de prazeres que engrandecem a alma e o intelecto não está passível a penas e sanções.
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'Jean-Luc Godard é um mestre em retratar em forma de arte as inquietações humanas. Neste filme em particular é latente a busca de Angela (Anna Karina) em se impor diante dos homens à sua volta o seu poder feminino para conseguir o que mais anseia: ser mãe. Pode parecer controverso já que para isso é necessário um homem, mas nesse caso Angela cogita até a engravidar de outro homem se seu esposo continuasse negando a ela essa vontade.
Em meio a toda aquela atmosfera francesa, podemos enxergar com olhos de telespectador ativo, pois frequentemente somos tragados ao meio das cenas a modo de que nos sentimos personagens da trama, essa é outra maneira que Godard nos seduz em sua arte de captar as cenas. E ele reinventa a comédia-romântica, enche a tela de luzes azuis e vermelhas, faz com que Émile (Jean-Claude Brialy) seu esposo na trama e Alfred (Jean-Paul Belmondo) amigo de Ângela apaixonado por ela, tentem provar a todo instante que são aptos a chamar a atenção daquela mulher de imensos olhos verdes e sorriso infantil. E quando há siliêncio por 'birras' do casal (narrada uma vez na música belíssima de Charles Aznavour em uma tomada de 3 minutos enquanto Ângela decide se se importa com a traição de seu infiel esposo, tempo completo da música) o casal exêntrico se comunica através de títulos de livro!
Haveria de ser mais genial?
No mais, a trilha sonora forte nos causa incômodo, pois ela não nos avisa quando vai chegar e quando chega não nos avisa quando vai sair, e nos assusta com seus tambores e agudos na escala maior. Mas vibramos com sua potência à medida que a intriga se ameniza.
Eu que não aprecio comédias-românticas digo que vale a pena se entorpecer com a arte de Godard ao tecer as linhas confusas da mulher aos olhos dele.
'Je ne suis pas infame, je suis une femme'
quinta-feira, 28 de abril de 2011
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