Compartilharei mais uma listinha musical para os apreciadores de boa música, e dessa vez a temática em questão é a Música Popular Brasileira.
Cada artista escolhido para compor essa playlist contribuiu um bocado para tornar o gênero um expoente para um leque de outros estilos subsequentes às datas de quando estes grupos citados abaixo surgiram, isto é, as décadas de 60 e 70.
É interessante mencionar o quadro político em que o Brasil se encontrava quando grupos como a Tropicália ficaram conhecidos. O grupo surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira, misturando manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinham objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
Exemplo da importância desse movimento musical e ideológico de artistas dessa época é Os Secos & Molhados, liderado pelo performático Ney Matogrosso. Eles estão inscritos em uma categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80.
Ladys and Gentlemans com vocês, o passado musical de nossa terra:
domingo, 30 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Música Caipira Classuda
Bluegrass é uma forma de música popular e tradicional americana, com raízes na música tradicional das ilhas britânicas, na música rural dos negros e no jazz e blues. Este é um dos géneros musicais característicos do sul dos Estados Unidos. Utiliza-se, principalmente, de instrumentos acústicos como banjo, guitarra acústica, violão, bandolim, baixo acústico, dobro e violino. Como no jazz, os instrumentos revezam-se em solos e improvisos enquanto os outros fazem o acompanhamento - em contraste com o estilo musical anterior, onde todos os instrumentos tocavam a melodia juntos ou um instrumento levava a música enquanto os outros acompanhavam.
Montei uma lista com 20 tunes do que ando ouvindo com frequência em gênero de bluegrass contemporâneo, como costumos dizer, coisa fina!
Montei uma lista com 20 tunes do que ando ouvindo com frequência em gênero de bluegrass contemporâneo, como costumos dizer, coisa fina!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Saadiq e seu retrô contemporâneo
Charles Ray Wiggins, ou Raphael Saadiq nasceu em Oakland, na Primavera de 66. Com seis anos de idade, o garoto prodígio iniciou seus estudos musicais tocando baixo na igreja que frequentava e no colégio. O menino gostava de subir ao palco nos frequentes eventos locais de sua cidade natal e após o colegial, Saadiq teve a chance de se juntar à Prince e Sheila E na turnê Parade. Ele conta que ouviu falar sobre as eliminatórias em São Francisco para a banda de apoio de Sheila E. e na audição escolheu pelo nome 'Raphael' e tinha dificuldade em lembrar de responder ao nome quando ouviu que havia conseguido a vaga para tocar baixo. Quando deu por sí já estava em Tóquio tocando em um estádio cantando 'Erotic City', abusando dos maiores sistemas de som do mundo. Saadiq trabalhou ao lado de Prince por dois anos e diz que toda aquela bagagem adquirida foi sua universidade. Foi então que o baixista deslumbrado decidiu ter seu próprio projeto e juntamente com seu irmão e primo fundaram o Tony! Toni! Toné!, um grupo de R&B, Soul e New Jack Swing, onde além de tocar baixo era o vocalista principal.
Tony! Toni! Toné! fez sua estréia com 'Who?' em 88. Dois anos mais tarde eles deslancharam nas paradas de sucesso com seu segundo álbum 'The Revival'. Baladas como 'Never it Rains' e a dançante 'Feels Good' tornaram o grupo conhecido, e consequentemente rendendo-os seis milhões de cópias vendidas. Lançaram mais dois álbuns (Sons of Soul e House of Music) e ganharam dois discos de platina, no entanto Saadiq deixou o grupo para se aventurar numa carreira solo.
Enquanto o preparo do terreno para ser traçado com seus próprios passos não ficava pronto, Raphael escreveu dois singles pra trilhas sonoras de filmes, ajudou na produção de discos para artistas como Macy Gray, TLC, The Roots, Joss Stone e D'angelo. E em 2000, sua canção 'Untitled' rendeu um Grammy para D'Angelo.
Inspirado em sua nova abordagem sonora, ele capturou uma nova óptica para sua própria musica durante a gravação de material em Oakland e Sacramento. O resultado final foi o disco 'Instant Vintage' em 2002, e com ele foi nomeado à 5 premiações do Grammy. Em 2004 lançou o 'Ray, Ray' com seu próprio selo 'Pookie Entertainment'.
'The Way I See' foi lançado em 2008 e foi bastante aclamado pela crítica, entrando nas listas de melhores álbuns e recebendo três indicações ao Grammy, incluindo melhor performance de R&B, por Duo com vocais ( 'Never Give You Up' com Stevie Wonder & CJ Hilton) e por melhor álbum de R&B. 'The Way I See' é destaque no cinema em 'Cadillac Records', 'A Vida Secreta das Abelhas', entre outros.
'Stone Rollin' é lançado em 2011, e mais uma vez um álbum solo de Saadiq é bem recebido pela crítica. 'Ele sempre está com um entusiasmo juvenil para a realização de um disco, e uma voz flexível, naturalmente alegre, que nos remete um jovem Stevie Wonder' escreveu Greg Kot do 'The Chicago Tribune'.
Combinar elementos de estilos mais antigos com tendências mais recentes é uma constante na maneira de Saadiq fazer música, e podemos notar isso desde que o artista descobria sua sonoridade com o grupo em que o ajudou a despertar o interesse aos olhos da mídia, mesclando samples com influências do Hip Hop. E a busca pelo Vintage está não só na sonoridade, mas também no visual de Saadiq. Há traços da alegria de vanguarda de Otis Redding, com a elegância moderna de John Legend, e nesse mix de estilos Saadiq consegue unir o que há de melhor em todas essas tendências. Os metais, a levada swingada do R&B presente no que se ouvia na década de 60 e 70, os backing vocals e a voz melodiosa do cantor nos leva à um salão abarrotado de gente dançando num só ritmo, damas de vestidos rodados, cavalheiros impecáveis em seus ternos de linho. Dá vontade de ser transportado fisicamente à uma atmosfera como essa, e isso apenas ouvindo à suas músicas!
É de artistas assim que a indústria americana de música deveria investir ao invés de desvalorizá-los ao ovacionar o pop como gênero onipotente e imutável.
domingo, 2 de outubro de 2011
Pra dias chuvosos
Aqui em São Paulo a metereologia é sempre incerta, isso por que moramos num lugar onde facilmente num só dia pode fazer sol e chuva, e chuva é mesmo uma constante nessa terra da garoa! Pensando nisso, montei uma lista de músicas pra se ouvir em dias chuvosos. Vão reparar grande número de clássicos dos anos 80, desculpem, é a minha vibe no momento, rs.
Agora eu quero saber, o que você incluiria na tua playlist molhada?
Assinar:
Postagens (Atom)




