terça-feira, 31 de maio de 2011

Thor de carne e osso


Demorei pra conseguir ir ao cinema assistir Thor, mas hoje finalmente concretizei minha ânsia alimentada desde o dia da notícia em que um dos meus super-heróis favortitos da Marvel viria a ganhar vida nas telonas. E foi desde o início também que decidi não criar altas expectativas em relação à fidelidade roteiristica do HQ para o mundo popcorn, pois não era difícil supor que um filme super produzido pela própria Marvel haveria de ser consideravelmente editado nos moldes da grande massa.

No filme escrito por grandes roteiristas do cinema dentre eles Stan Lee, e dirigido por Kenneth Branagh (de Henrique V), vemos Thor  em sua fase arrogante, vaidoso e impulsivo querendo a torto e à direito substituir o Deus de todas as coisas e seu pai, Odin, e para isso não mede esforços ser visado, como quando convence seus companheiros de batalha Sif (Jaimie Alexander),Volstagg (Ray Stevenson),Hogun (Tadanobu Asano),Fandral (Josh Dallas) e seu irmão Loki (Tom Hiddleston) de que devem invadir Jottunhein, terra dos Gigantes do Gelo para confrontar Laufey, rei dos gigantes por ter rompido com o trato firmado com Odin de que zelaria pela paz entre os povos, coisa que foi ignorada ao tentar invadir Asghard com a intenção de tomar de volta a Caixa que estabelecia poder supremo em Jottunhein que Odin levou embora no fim de uma batalha vencida contra os Gigantes de Gelo tempos atrás. E então Thor e seus companheiros desafiam os cidadãos da terra gelada e travam uma batalha quente em que cego de prazer pela fúria o príncipe Asghardiano não se dá conta de que seus amigos guerreiros levam a pior na luta e um deles é ferido, quando Odin aparece e os tira de lá aceitando passivamente o fim da trégua aos gritos clamando vingança de Laufey.

É lá que Thor escreve seu destino pelas mãos de seu pai, e é lá que Loki tem os primeiros indícios de que não é exatamente o que sempre pensou ser. Thor é banido de Asghard tendo seus poderes extirpados por seu pai em sinal de profunda decepção, então para lhe fazer enxergar sua prepotencia manda-o para a Terra, afim de sofrer como um humano e aprender a humildade longe dos privilégios que sempre teve até que seja digno de honrar os trajes e os símbolos que usou. E pensando nessa abstrata dignidade que Odin abandona a Mjolnir (martelo poderoso) numa pedra pois só quem for apto poderá tirar a Excalibur de onde foi fincada.



Daí por diante o roteiro pro cinema modifica quase que por completo a história do Deus do Trovão da HQ. Vemos Loki como meio irmão de Thor, pois ele nada mais é que filho de Laufey  que Odin resgatou quando ainda bebê na devastada Jottunhein depois da grande guerra pensando em um futuro laço entre as duas terras através dele. Obiviamente isso provoca a fúria de Loki deixando o Deus supremo Odin,  já muito velho e convalecido, tombado tamanha a gravidade das últimas emoções. Então Loki destila todo o seu veneno com o propósito de destronar seu pai enquanto Thor está ausente e faz ardilosidades para manter onde seu irmão está até que possa convencer Laufey a matar Odin com o trato de ter a Caixa de volta e sua terra reestabelecida. Vemos Thor de memória fresquíssima sobre sua cidade Natal e contando toda a sua história para os humanos que o tentam ajudar, entre elas Jane Foster, que aparece como uma cientista (não como uma enfermeira) bastante inteligente mas bobinha que cai de amores pelo louro sarado que desmorona encima de sua cabeça. No fim das contas achei um pouco forçado o romance repentino dos dois. Na história original Jane não se apaixona por Donald de fato, pois está cega de amores por Thor, que só aparece enquanto Donald está ausente, pra explicar melhor essa confusão, pense no Superman e no Clark Kent, é assim que o Dr.Donald vivia na terra depois que descobriu que é filho de Odin e não um mero humano... mas essa é uma outra longa história...



Adaptações grosseiras à parte, se analizarmos o filme com os olhos desprovidos de comparações trata-se da história de um herói em busca de reparações, alguém que reconheceu seus defeitos extremamente mundanos através dos humanos, irônico, não?. Um conto épico que aborda temas duais como a lealdade, traição, cobiça e humildade. Longa perfeito para uma sala familiar, que agradaria facilmente crianças atraídas pela tecnologia e feitos especiais e aos adultos que se identificariam com as piadinhas avulsas, o humor escrachado mas não exagerado e com os dramas de super-heróis. Quem foi que disse que super-herói tem que ser frio qaunto a armadura, e duro quanto o escudo? No mais, a essência desse personagem que tanto me brilha os olhos ver estampado nas páginas coloridas dos quadrinhos ainda permanece na grande tela...com toda a sua generosidade pelos demais e um carinho especial pelos humanos. Thor quer abraçar tudo e todos com seus fortes braços de Deus nórdico e empunhar sua Mjolnir afim de construir a paz aonde quer que caminhe, na Terra ou em Asghard.

Com toda certeza haverá uma continuação, afinal todos querem saber se a mocinha vai de fato conseguir encontrar seu super-herói, tô errada? rs

Ah, preciso desabafar sobre minha frustração por não ter lembrado da hiding scene depois dos créditos que faz uma menção ao outro esperado filme da Marvel, 'O Capitão América', e uma brecha para participação de Thor ao muitíssimo aguardado 'Vingadores', sim perdi, e quando voltei à sala consegui pegar apenas o finzinho do doce,rs.

Minha cotação final à Thor?

Bom, levando em consideração que é uma adaptação não fiel e despretenciosa ao original, 4 estrelas.

(:

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tarantino x Clássicos

Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se… inspira. Rob Wilson acredita piamente nessa ideia; tanto que deu vida à ela no vídeo abaixo.Intitulado Everything is a remix, o experimento audiovisual faz comparações entre cenas do longa Kill Bill, de Quentin Tarantino, e diversos sucessos do cinema, mostrando como as referências e inspirações estão sempre presentes em nossas vidas, de forma consciente ou não.Produzido por Kirby Ferguson e Robert Grigsby Wilson, o vídeo - muito bem editado - é ele mesmo inspirado em outra fonte: o site de Kirby Ferguson, pesquisador da “teoria do remix”



Everything Is A Remix: KILL BILL from robgwilson.com on Vimeo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A genialidade irmã da loucura



SHINE - BRILHANTE é inspirado na história verídica de um menino prodígio australiano, David Helfgott (RUSH). Quando David é aceito numa prestigiada academia de música em Londres, ele sai de seu ambiente opressor e segue sua paixão pela música clássica. Mas, a rejeição de seu pai e a pressão para que domine com perfeição os concertos, o levam ao desequilíbrio mental. Somente o amor da única mulher que o compreende (LYNN REDGRAVE) pode ajudá-lo a se readaptar à sociedade e a compartilhar seu talento musical com o resto do mundo.O filme como um todo é uma ode à música, onde mesmo na solidão e na insanidade mental ela pode ser a sua fiel companheira. Mas não se trata apenas de uma cinebiografia, e o foco não se prende somente na relação do artista prodígio com o instrumento que tanto venera, o piano.
Fala-se do amor cego de um pai que ao perceber que seu lar pode ruir devido à exposição de um membro da família ao mundo externo esse pai surta, agarra a cria entre os braços com temor doentio de que este seu 'forte' possa ser envenenado, e repete entre dentes que 'ninguém lhe amará mais do que eu', o proibe de se desafazer destas amarras, o desafia à ir contra suas ordens pois dessa maneira não poderá mais reconhecê-lo como filho. O menino gênio escorrega por entre mãos calejadas da labuta diária humilde, pede perdão, e segue rumo à sua paixão, à sua própria vida.A partir de então o menino cresce não só de estatura nem de idade, mas como pessoa e sua nova maturidade trás um compromisso fiel à disciplina com a música, e se supera ao entender, e sobretudo SENTIR Rachmaninov. No ápice do filme, quando penso que irei enfartar devido à adrenalina de ver o menino-homem destrinchando toda a sua paixão em sua prova de fogo, faz seu pai chorar à distância o ouvindo, faz a platéia aplaudir de pé por minutos intermináveis, faz seu professor se reconhecer e remeter-se em épocas douradas quando podia enamorar-se pelo piano...e suando, em transe, exausto; desmaia.

Neste interím seu pai cumpriu com sua promessa de dar as costas ao filho, e a rejeição da figura paterna somado ao estresse de querer chegar à perfeição afim de se superar e dar ao orgulho ao pai, o faz sucumbir à um mundo particular. O menino homem se fecha em si mesmo, num mundo de fantasia.

Eu só preciso dizer que esse longa me causou inúmeras sensações...uma angústia que amarrava o nó na garganta, uma emoção que me inundava os olhos, uma expectativa que me botava no lugar do personagem. A trama é muitíssimo cadenciada, a trilha é estupenda, e a atuação de Geoffrey Rush (Discurso do Rei), que inclusive já mencionei ele aqui, sem dúvida foi digna e merecida ao Oscar que teve nas mãos! Não há como não se dobrar aos teus encantos, à tua simpatia, ao amor que ele tinha pra dar à todos e que foi negado pelo pai...

A história é linda e sofrida, nos remete à vida real...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

'Virgens' Suicidas


Breve Sinopse

Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e sua esposa uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que atraem a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes.

Crítica pessoal

Percebo Sofia Coppola sendo ovacionada por filmes que (na minha opnião) não transmitem a densidade dos fatos através dos entreténs das histórias. Aqui, (primeiro longa da diretora) vemos garotas enclausuradas, vendo suas possibilidades de vida se esvaindo por entre dedos mas não consigo sentir o sentimento de perda em suas feições, em suas reações, em suas máscaras. Talvez essa tenha sido a intenção de Sofia, mostrar a falta de sangue pulsante em suas veias de meninas que não se permitem ao menos irem contra as decisões arbitrárias e extremas dos pais de torná-las presidiárias em seus próprios quartos. Uma realidade paralela ao mundo externo, estrelados nas paredes, cobertos de triste purpurina em todo lugar. E aquele lugar as aquece, essa é a impressão que tenho ao vê-las tão resignadas à suas condições...Quem sabe se Sofia quis mostrar como um animalzinho preso reage à falta de ar, e este, se torna seco, oco, frígido.

A cena dos telefonemas entre os meninos e as pseudo-virgens suicidas (que no fim acaba-se descobrindo que a conotação de 'virgem' no título não é sexual, mas libertária, afinal quem não conhece o que é ter as rédias do destino nas mãos é virgem de liberdade) é de fato bastante interessante, e me remete à criatividade da cena do filme de Jean-Luc Godard -Une Femme est Une Femme- em que os personagens discutem através de títulos de livros.

O roteiro em si é de uma delicadeza que me apavora, o assunto é tratado quase banalmente, não estou me referindo aos jornalistas ao pé dos portões da família esperando uma deixa para entrar ao ar com as meninas bizarras, ou mesmo pelos vizinhos que assistem a morte alheia tomando Martini, mas me refiro ao 'tom' usado,à sutilidade descabida em botá-las sorrindo em seus quartos! Quem riria ao ver a vida passar diante dos olhos como um filme em câmera lenta em que VOCÊ NÃO É o protagonista??

Não me atingiu, não me tocou, e tenho certeza que parte dessa coisa que falta é a carência de consistência nas mãos de Sofia...

Repito, é apenas minha opnião.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O nerd da neo-soul



Quando vemos a carinha angelical de Mayer Hawthorne logo nos remetemos à imagem de um artista de pop music, eletro, ou mesmo de indie rock, não é mesmo? E não há como não comparar seu jeitão retrô, de óculos de armação grossa no rosto e estilo nerd à bandas como Weezer, porém, Hawthorne bebe de fontes completamente diferentes das citadas acima. Pasmem, o músico é fã declarado de Snoop Dog, e seu vocal macio de melodias swingadas assimilam-se à músicas de Lionel Richie e Curtis Mayfield.

Mayer Hawthorne tem mesmo o dom pra coisa, ele compõe, arranja, canta, produz e toca instrumentos em seu primeiro álbum, 'A Strange Arrangement', lançado no final de 2009. O disco é recheado de faixas dançantes e melodiosas, perfeitas para casais apaixonados. A partir deste trabalho que o músico arrancou elogios da crítica musical e foi considerado uma das grandes revelações da música naquele ano.

De gosto musical variado Hawthorne possui uma extensa coleção de discos de vinil, entre eles está discos do Public Enemy à Nirvana.

O cantor foi convidado a participar do 'Summer Soul Festival' , que teve escalado também em seu setlist revelações do mais novo gênero musical 'neo soul' , Janelle Monáe e Amy Winehouse.

Norte-americano branquelo mas que não faz feio ao representar a música negra em seu impecável repertório de músicas autorais, como ele mesmo diz:



"Oh, man. You know. Obviously, Smokey Robinson and Curtis Mayfield are among my biggest influences. I have many blacks in me"




Beckham do violino



É assim que os críticos de moda chamam David Garrett, exímio violinista alemão. Deve-se esta comparação à sua curta jornada como modelo para tentar angariar alguns trocados afim de conseguir aumentar sua renda.

Filho de pai alemão e mãe americana, Garrett desde menino possuía um talento inquestionável ao violino. Pouco antes dos 12 anos estudou violino no Conservatório Lübeck, e desde então o belo artista passou a trilhar seu caminho musical mesclando o que ele sempre admirou na adolescência, o rock, com o lirismo e a elegância da música erudita. E é isso que determina seu diferencial como músico, pois Garrett acompanhado de sua grande orquestra, prepara arranjos monumentais para hinos de rocks clássicos como 'Kashmir'  do Led Zeppelin, o metal pesado de  'Master of Puppets' do Metallica e versões de trilhas sonoras já conhecidas como o tema de Piratas do Caribe e  de 'Cinema Paradiso' com Will Martin.

Muita gente pode assimilar seu estilo despojado e sua cabeleira loura com o falecido ( e também ídolo de Garret) Kurt Cobain, mas é claro que sempre haverá figuras famosas para apontar Garret como parecido, mas pouco pode se comparar à sua música, já que esta tem cheiro e sabor de originalidade, e das boas!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Once upon a time in America...



Ontem assisti a dois filmes que segundo alguns cinéfilos é de extrema obrigatoriedade assisti-los, o primeiro, 'A Outra História Americana' de Tony (III) Kaye e o segundo 'Clube da Luta' de David Fincher ( o mesmo diretor de 'O Curioso Caso de Benjamin Burton' e de 'Os Sete Pecados Capitais' ) ambos com atuações memoráveis de Edward Norton.

A Outra História Americana é uma dissertação ( literalmente ) sobre a visão de alguns causasianos neo-nazistas sobre a população negra, hispânica, judia e asiática residida no território americano. Grupos extremistas com discursos racistas que sob a liderança de Derek (Edward Norton) invadiam destruindo os comércios de supostos imigrantes deixando claro que não eram bem-vindos onde apenas faziam sugar de quem realmente merecia uma assistência do Estado, isso na visão deturpada deste grupo citado.

[Alerta de Spoiler]

Mas depois que  percebe que seus ideais são vazios e seus companheiros hipócritas, Derek precisa caminhar com suas próprias pernas...

De roteiro carregado de revolta subliminar ( ou não ), transpira esperança em uma juventude fadada ao erro induzido por interpretações errôneas de fatos históricos.

Filmes que transmitem uma mensagem positiva são bem vindos sempre!

‎"Não somos inimigos, mas amigos. Não devemos ser inimigos. Ainda que a paixão o obrigue, não devemos romper nossa afeição. As cordas místicas da memória reviverão ao serem tocadas, tão certo como serão pelos anjos de nossa natureza." (Martin Luther King)."


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Qual gênero no cinema faz sua cabeça?

O Micróbio do Samba e suas vítimas.



O disco 'O Micróbio do Samba', último álbum lançado pela cantora e compositora Adriana Calcanhotto e o único dedicado exclusivamente ao samba foi feito com a elegância sútil de Paulinho da Viola, calmo e sereno como as composições da bela  e talentosa Teresa Cristina. E não é à toa que estes nomes me vem à memória ao ouvir faixas como "Beijo Sem" dedicada à Marisa Monte, feita em parceria com a própria Teresa Cristina,  outra faixa dedicada à honradíssima intérprete do samba contemporâneo, filha de Martinho da Vila, a Mart'nália é a "Vai Saber".

O Micróbio do Samba recebe o baixo proeminente e inigualável de Alberto Continentino, que já foi baixista  do cantor Ed Motta e de Caetano Veloso, o baterista conceituado Alberto Continentino filho do sambista e compositor Ivor Lancellott, Continentino já colaborou em projetos com o Quarteto Em Cy, e com Fernanda Abreu. O disco também tem participações do  volátil Rodrigo Amarante, atualmente trabalhando em seu projeto multicultural, a banda Little Joy. Juntos, os arranjos são carregados de uma liberdade despretenciosa em moldar o samba tradicional sem rédeas, deixando claro que este gênero de música brasileira é perfeitamente manipulável, ultrapassando as barreiras da ortodoxia já conhecida e muito copiada ao decorrer da história do samba.

Calcanhotto, conhecida por tecer as linhas da imaginação do público infanto-jubenil com discos como "Partimpim, 1 e 2",  aqui,  a cantora se mostra bastante madura e à vontade para dizer ao homem que ama que não é facilmente enganada, em "Todo Perfumado",  e que é livre para escolher se nas manhãs deseja solidão e se nas noites anseia envolver a delinquência faceira das estrelas, em "Beijo Sem".

Adriana foi sem dúvida contaminada pelo mais belo micróbio do samba neste simples, mas muitíssimo elaborado disco.

E eu ando sendo uma das vítimas!

Recomendo.


domingo, 1 de maio de 2011

Charlie Parker Story








Clint Eastwood nutre um amor antigo pelo jazz e sua dedicação rendeu-lhe um Globo de Ouro de Melhor Diretor por esta excitante história de pioneirismo baseada na vida do jazzista Charlie "Yardbird" Parker. Como a melodia que só o jazz tem, passado e futuro revezam0se à medida que o filme explora a habilidade construtiva de Bird e seus excessos destrutivos. Vencedor do Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes por sua performance, Forest Whitaker, no papel-título confere a sua interpretação toda a paixão que Bird exprimia através da música. Diane Verona compartilha desse glorioso brilho como sua imperturbável mulher, Chan Parker, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. As gravações da talentosa mistura dos solos de Parker com músicas modernos, trazem a "Bird" à vida mais magnificamente ainda nesta trilha sonora vencedora de um Oscar® de Melhor Som. Nas mãos de Eastwood, Bird formidavelmente vive.