Breve Sinopse
Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e sua esposa uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que atraem a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes.
Crítica pessoal
Percebo Sofia Coppola sendo ovacionada por filmes que (na minha opnião) não transmitem a densidade dos fatos através dos entreténs das histórias. Aqui, (primeiro longa da diretora) vemos garotas enclausuradas, vendo suas possibilidades de vida se esvaindo por entre dedos mas não consigo sentir o sentimento de perda em suas feições, em suas reações, em suas máscaras. Talvez essa tenha sido a intenção de Sofia, mostrar a falta de sangue pulsante em suas veias de meninas que não se permitem ao menos irem contra as decisões arbitrárias e extremas dos pais de torná-las presidiárias em seus próprios quartos. Uma realidade paralela ao mundo externo, estrelados nas paredes, cobertos de triste purpurina em todo lugar. E aquele lugar as aquece, essa é a impressão que tenho ao vê-las tão resignadas à suas condições...Quem sabe se Sofia quis mostrar como um animalzinho preso reage à falta de ar, e este, se torna seco, oco, frígido.
A cena dos telefonemas entre os meninos e as pseudo-virgens suicidas (que no fim acaba-se descobrindo que a conotação de 'virgem' no título não é sexual, mas libertária, afinal quem não conhece o que é ter as rédias do destino nas mãos é virgem de liberdade) é de fato bastante interessante, e me remete à criatividade da cena do filme de Jean-Luc Godard -Une Femme est Une Femme- em que os personagens discutem através de títulos de livros.
O roteiro em si é de uma delicadeza que me apavora, o assunto é tratado quase banalmente, não estou me referindo aos jornalistas ao pé dos portões da família esperando uma deixa para entrar ao ar com as meninas bizarras, ou mesmo pelos vizinhos que assistem a morte alheia tomando Martini, mas me refiro ao 'tom' usado,à sutilidade descabida em botá-las sorrindo em seus quartos! Quem riria ao ver a vida passar diante dos olhos como um filme em câmera lenta em que VOCÊ NÃO É o protagonista??
Não me atingiu, não me tocou, e tenho certeza que parte dessa coisa que falta é a carência de consistência nas mãos de Sofia...
Repito, é apenas minha opnião.
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