domingo, 13 de janeiro de 2013

O bom filho à casa torna!

Minha última publicação aqui no Brrave foi há 7 meses atrás, quanto relapso! Mas isso vai mudar!

O ano de 2013 abriu as portas e pra dar boas vindas à mais um ciclo que se inicia, irei pôr em prática alguns dos tantos projetos que ando alimentando em mente há algum tempo.
E um desses projetos será criar uma tag pra ARTE ESCRITA no bloguinho. A idéia é a seguinte:
Criar textos em formato de prosa, poema, conto ou poesia pra ilustrar futuras fotografias de minha autoria. A inspiração desse projeto veio desse trabalho belíssimo do Loja de Histórias - que em breve será tema de um post por aqui também - e pra dar início à tarefa, publicarei um texto que escrevi em Abril de 2011, em um diário que foi abandonado por conta do bloqueio criativo que tenho de tempos em tempos.
Reunirei os textos que encontrar em meio aos meus segredos encaixotados espalhados por aí com o intuito de reservar um material bacana a se expor.
A imagem que irá ilustrar este texto não é de minha autoria, mas em breve usarei as minhas próprias.
Espero que gostem!






- 11.04.11


O silêncio rompe a andança do barulho pré-anunciado. Lanço gestos abrasivos em forma de cordões apertados.
Enlaço teu queixo alheio apertando firmemente sua petulância, causando-lhe pernas bambas com meu ruído.
Uno-me ao teu calor, dois mundos de sensações colados num laço. Peito com peito é onde o Universo morre lá fora...
Enquanto nasce o desejo por tornar imperecível o aconchego entre o enroscar de póros.
Cabeça recostada no ombro tenso, boca clamando pela nuca descoberta, olhos cerrados percorrem as nuances das curvas da pele desnuda.
Os dedos apertam o tecido de chita abaixo de nossos corpos. Labirinto de cores e formas onde a realidade é incapaz de emprestar. Quando a carne sente, o etéreo se faz presente e desiste de desejar qualquer outra migalha de coisa.
A TV ligada num filme qualquer nos assiste emudecida, largada à escuridão do cômodo.
A visão privilegiada aqui pertence aos meus olhos, e do alto de teus beijos contorno de saliva vagarosa e despreocupada sua inteira mesmice.
Fito teus arrepios e digo entredentes:
- troca de canal não, deixa como está...










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