quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
The xx
The xx é um trio britânico surgido em 2005 que preza pelo minimalismo sonoro, e é exatamente essa característica marcante em suas 11 faixas presentes de seu álbum de estréia que os fez destacar na lista de maiores nomes do atual cenário musical.
Formados por Romy Croft nos vocais e guitarra, Oliver Sim nos vocais e baixo, e Jamie Smith que é responsável pelo tempero eletrônico e produção, o trio venceu o aclamado Barclaycard Mercury Prize, concorrendo com bandas e cantores de peso como Foals, Laura Marling e Mumford and sons.
O grupo já assumiu escancaradamente sua influência com o duo americano The Kills, e numa primeira audição é possível notar uma imediata semelhança se buscarmos a ponte que os une no mix baixo, guitarra, teclado, samples e bateria eletrônica, sendo revezados pelas vozes dos duos das duas bandas citadas. Mas é também latente a diferencia no peso dos dois grupos, pois o Kills soa bem mais agressivo e Rock and Roll que a singeleza etérea do trio que representa o que há de melhor no quadro contemporâneo de lo-fi. Há também um beber de fontes na musicalidade da banda escocesa Jesus and Mary Chain, nas estruturas das guitarras e no ar despretencioso em suas canções.
O visual sombrio e obscuro dos integrantes desse trio peculiar é estendido às composições e harmonias que aparentam ter tido seus movimentos estudados à exaustão com o intuito de transmitir essa simplicidade aconchegante que preenche qualquer ambiente de uma sensualidade extremamente prazerosa.
E cada faixa é um convite à uma viagem sideral, em que a atmosfera é envolvida pelo adorno dos acordes de guitarras espalhados numa superfície pacífica de sintetizadores climáticos e sussuros sonolentos.
Eles tem chamado a atenção não só de ouvintes anônimos, mas também de alguns artistas famosos, que já declararam suas admirações pelo grupo. Exemplos disso são os covers de seus então hits.
Shakira em cover de 'Islands'
Gorillaz em cover de Crystalised
O trio remixou um dos hits de Florence Welch e convidou a cantora para subir ao palco em uma de suas apresentações no festival Glastonbury em 2010:
Independente de todo o hype que o grupo está sendo tragado, e o suscetível aparecimento dos fãs exagerados que tornam seus ídolos deuses intocáveis, o The xx produz qualidade musical competente, com elementos simples e até óbvios, mas mesmo assim soa grandioso. Não há exploração de técnicas musicais nem virtuosismo harmônico. As vozes tangem o modesto ao pueril, mas a sonoridade inorgânica, e os beats ritmados compensam a ausência de complexidade. É o acrescentar em subtrair.
Pode agradar aos fãs de Portishead, Massive Attack e o recém ovacionado The Weeknd.
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