segunda-feira, 6 de junho de 2011

Psicodelia Surrealista de Mati Klarwein

Um verdadeiro cidadão do mundo, Mati Klarwein não tem raízes fortes em qualquer país. Nascido de pais judeus na Alemanha pré-guerra, ele fugiu com seus pais, para a Palestina, quando tinha apenas dois anos de idade, onde mais tarde adotou o nome de Abdul, como um gesto de empatia com os seus vizinhos árabes. Crescendo como um ocidental no que era então Palestina (depois Israel), Mati sempre foi algo de estranho e nunca se sentiu confortável em um sistema de crença inquestionável. Talvez nenhuma surpresa então que em seu trabalho ele desafie as nossas suposições sobre tudo, como religião e sexualidade para o percebedor e o percebido.

Na adolescência foi morar com a mãe em Paris, onde estudou artes plásticas. Por lá, virou amigo de Salvador Dalí e pupilo do pintor realista Ernst Fuchs. Nos anos 60 e 70, já em Nova York, foi amigo de Jimi Hendrix e Timothy Leary. Seu trabalho foi chamado de surrealismo psicodélico e foi parar em capas de discos famosos como Bitches Brew, de Miles Davis, Abraxas, de Santana e inclusive do disco Só Não Toca Quem Não Quer
de Hermeto Pascoal. 

Confira algumas de suas pinturas fantásticas aqui.

























"Abdul Mati Klarwein is a visionary poet of the sublime.  He is an artist of amazing technical virtuosity.  He is also an enigma that an ever widening audience is trying to solve."
Ronald A. Kuchta
Director, Everson Museum of Art, Syracuse, New York

2 comentários:

  1. Demais mesmo! desses discos citados talvez o "Abraxas" do Santana seja mais direcionado ou inteligível de imediato. Esse tipo de arte direcinado à musica pode nos revelar uma nova dimensão do som. E como esse estímulo sonoro é produzido por um ser orgânico, o surrealismo consegue traduzir bem isso, pois corresponde a "flexibilidade" humana!
    Bravo !

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  2. Muito obrigado por esse post magnífico, muito obrigado.
    Eu te amo.

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